Aumenta o número de brasileiros que recorrem ao crédito rotativo
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Aumenta o número de brasileiros que recorrem ao crédito rotativo

Publicado em 18/02/2020

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O crédito rotativo é uma modalidade emergencial de empréstimo, e uma das mais caras do Brasil; população com renda mais baixa tende a se enforcar mais

Aumentou a quantidade de dinheiro emprestado através do crédito rotativo no cartão. Em 2018, R$34,2 milhões foram concedidos na modalidade e, em 2019, o número subiu para R$41,1 milhões, em um aumento de cerca de 20%. Os dados são do Banco Central .   

O crédito rotativo começa a valer quando o cliente não paga a fatura do cartão de crédito por completo, quitando apenas o valor mínimo, ou quando atrasa o pagamento. Nesse sentido, a inadimplência foi o que mais aumentou durante o período analisado. Em 2019, R$25,1 milhões do valor emprestado no rotativo foram de faturas atrasadas. Em 2018, foram R$19,9 milhões.   

Menor renda, mais rotativo

Dessa parcela da população que cai no crédito rotativo, a maior parte possui renda mais baixa, revelou uma pesquisa feita pelo Guiabolso, um aplicativo de gestão financeira. 

O estudo dividiu os entrevistados em três faixas de renda: de R$1 mil a R$7 mil, de R$7 mil a R$15 mil e acima de R$15 mil. A quantidade de pessoas que usa mais de 50%  do limite do rotativo é 30% mais alta no grupo com menor renda , quando comparado com o grupo de maior renda. 

A modalidade de empréstimo é uma das mais caras do Brasil. Em 2019, o crédito rotativo fechou com taxa de juros média de 318,9% ao ano. O crescimento foi de 33,5 pontos percentuais, quando em comparação com o ano anterior. 

Rotativo: use com moderação

Apesar de caro , o rotativo é muito utilizado devido à sua facilidade . Assim como o cheque especial, ele se trata de um crédito emergencial e, portanto, é de rápido e fácil acesso aos clientes. O erro, porém, é utilizá-lo de forma irresponsável.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o planejador Janser Rojo aconselha que se estabeleça um orçamento mensal dividido em categorias (como alimentação, diversão, vestuário e aluguel). Assim, o consumidor só deve usar o cartão quando tiver dinheiro disponível para aquele gasto específico. 

Para quem tem mais dificuldade de manter o controle, a dica dos especialistas é pedir para quem o banco reduza o limite disponível . Essa é uma forma de se forçar a reduzir os gastos evitando, assim, pagar mais caro nos juros do rotativo.

Fonte: economia.ig - 17/02/2020

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