Durigan: Não devemos fazer terra arrasada da nossa principal potência
< Voltar para notícias
87 pessoas já leram essa notícia  

Durigan: Não devemos fazer terra arrasada da nossa principal potência

Publicado em 22/05/2026 , por InfoMoney

"A inadimplência do agronegócio, historicamente, era em torno de 2%. Está batendo 6%, então aumentou bastante. É um problema", disse Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o agronegócio brasileiro tem enfrentado problemas, mas defendeu que não se deve pegar a principal potência do País e fazer dela “terra arrasada”.

“A inadimplência do agronegócio, historicamente, era em torno de 2%. Está batendo 6%, então aumentou bastante. É um problema”, disse Durigan em entrevista à CNN Brasil, na noite desta quinta-feira. “Agora veja, 94% das operações do agro estão em dinheiro. O que a gente viu foram safras que foram crescendo durante o tempo. Então, é importante a gente não pegar a nossa principal potência econômica, que é o agronegócio, e fazer terra arrasada, porque não é o caso”.

Governo ampliará bloqueio de despesas de ministérios, diz Durigan

Fazenda anunciará novo valor no relatório bimestral desta sexta, mantendo meta fiscal sem acionar trava formal

Novo Desenrola já renegociou cerca de R$ 12 bi em dívidas de famílias, diz Durigan

O ministro da Fazenda informou que o programa atingiu a marca por meio de quitações à vista, refinanciamentos e renegociações de contratos do Fies

Ao relatar conversas recentes com senadores, ele disse que o texto do Congresso não pode contemplar “toda e qualquer dívida agrícola, inclusive dívida adimplente, dívida de quem não precisa de renegociação”.

Segundo ele, nesse hipótese ampla, o sistema financeiro acabará onerado e o próprio agricultor será prejudicado. “Nós podemos criar um problema de restrição de crédito”, argumentou. “Se você vier em um grande projeto e disser assim, toda e qualquer taxa de juros para o agronegócio tem que ser limitada a 10%, 12%, como se chegou a conversar, o que vai acontecer é um tiro no pé do agronegócio, porque nós vamos ter restrição de crédito”.

O titular da Fazenda defendeu a restrição das dívidas contempladas, “porque a gente tem que focar em quem está inadimplente”. Ele disse topar fazer uma renegociação pactuada com o Congresso Nacional, com extensão de prazo, alteração do manual de crédito agrícola e mudança em carência, “só que nós não podemos esticar demais no âmbito do projeto, prejudicando o próprio agro”.

Ele defendeu uma reconstrução do projeto em discussão no Senado. “A gente vai construir uma saída, junto com o agro, para que a gente dê um passo melhor, não só um passo que a gente queira fazer uma coisa mais ampla, talvez fosse mais simbólica, mais forte politicamente, mas que não gerasse os efeitos esperados por ele, inclusive”.

Na sequência, ele explicou a discussão do fundo garantidor, dizendo que há alguns casos, em especial dos arrendatários, em que eles não têm o que dar em garantia para tomar crédito. “Não pode ser uma coisa do governo. Ah, o governo vai criar um novo fundo público para isso. Porque isso não é moderno, isso não é satisfatório para a demanda que tem. Se a gente pegar o exemplo bem-sucedido, que é o fundo garantidor de crédito, eu disse que toparia discutir”.

No entanto, Durigan disse que esse fundo não seria para imediatamente,” porque a situação fiscal no País é complexa, mas que a gente estruture um fundo garantidor que ajude o agro nessas situações de inadimplência e de acesso ao crédito”.

Fonte: InfoMoney - 22/05/2026

87 pessoas já leram essa notícia  

Notícias

Ver mais notícias

Perguntas e Respostas

Ver mais perguntas e respostas