E-commerce cresce 16,9% no 1° semestre e fatura R$ 208 bi, diz Confi
Publicado em 29/07/2026 , por CNN Brasil
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Relatório projeta segundo semestre ainda mais forte para comércio eletrônico no Brasil
O e-commerce brasileiro registrou faturamento de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 16,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Os números são de estudo elaborado pela Confi, em parceria com o E-commerce Brasil, divulgado nesta terça-feira (28).
Dados do relatório "Da Compra à Confiança — Panorama do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026" também mostram que, entre janeiro e junho, o setor contabilizou 756,7 milhões de pedidos, o que representa um crescimento de 34,8%.
Mesmo com avanço, os números apontam que o ticket médio recuou 13,3%, para R$ 275,50 e o número de itens por compra, de 2,25 para 1,97, ou seja uma redução de 12,4%. Na prática, os números apontam para a mudança na dinâmica do consumo online, segundo Pedro Chiamulera, CEO da Confi.
Além do cenário apresentado no primeiro semestre, o relatório projeta para um segundo semestre ainda mais forte para o comércio eletrônico no Brasil, com expectativa de faturamento de R$ 254 bilhões no período.
Caso esse panorama se confirme, o faturamento anual do setor pode atingir R$ 462,5 bilhões neste ano, um crescimento de 18,6%.
Categorias e produtos
Na análise por categorias, moda e acessórios segue como o segmento mais representativo, com faturamento de R$ 19,3 bilhões neste primeiro semestre, à frente de eletrodomésticos (R$ 19,2 bilhões), saúde (R$ 15,5 bilhões), eletrônicos (R$ 14,4 bilhões) e telefonia (R$ 14 bilhões).
Ainda segundo o estudo da Confi, a categoria saúde foi a que mais cresceu no período: 45,8% em relação ao ano passado. Isso ocorreu devido ao boom nas vendas de canetas emagrecedoras, que somadas faturaram R$ 6,1 bilhões e tiveram alta de 213%.
Em seguida vieram casa e construção (+26,9%), moda e acessórios (+23,1%) e esporte e lazer (+20,9%).
Outro fator relevante que influenciou positivamente o primeiro semestre foi a Copa do Mundo, tendo como destaque a subcategoria de televisores, cujo faturamento atingiu R$ 9,2 bilhões, uma alta de 28,9% na comparação anual.
Esse resultado se deu pela busca por modelos de tela grande, entre 50 e 59 polegadas, e uma explosão de 165,1% nas vendas de aparelhos acima de 70 polegadas. Em contrapartida, as TVs de até 32 polegadas perderam relevância.
Além disso, o maior evento esportivo do mundo influenciou o e-commerce de vestuário esportivo, que registrou alta de 139,3%, atingindo o faturamento de R$ 1,9 bilhão.
A categoria de camisas esportivas, sozinha, faturou R$ 1 bilhão, com a camisa da seleção brasileira subindo de 5,1% para 48,7% de participação nas vendas logo após o lançamento do uniforme oficial.
Os consumidores também utilizaram o e-commerce para a aquisição de figurinhas: mais de 82 mil álbuns e 720 mil pacotes. Nas primeiras três semanas após o lançamento do álbum da Copa, as vendas aumentaram, registrando uma média de 22 mil envelopes e 1,4 mil álbuns comercializados por dia.
Fonte: CNN Brasil - 29/07/2026
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