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Setor público tem deficit recorde em fevereiro, de R$ 23 bilhões
Publicado em 31/03/2016 , por SOFIA FERNANDES
União, Estados e municípios registraram deficit de R$ 23 bilhões em fevereiro, informou nesta quarta (30) o Banco Central. Trata-se do pior resultado para o mês desde 2002, quando começou a série histórica.
O setor consolidado público fechou o bimestre com superavit de R$ 4,9 bilhões, o pior bimestre da série estatística. No primeiro bimestre do ano passado, o superavit foi de R$ 18,8 bilhões.
Os números se referem ao resultado primário, que exclui as receitas e despesas com os juros da dívida.
"O resultado deixa evidente o descompasso entre a evolução das receitas e das despesas", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Oficialmente, a meta para o setor consolidado é de poupar R$ 30,5 bilhões. No entanto, o governo barganha do Congresso a possibilidade de fechar o ano no vermelho e sem questionamentos jurídicos.
Na esfera federal, o deficit chegou a R$ 26,4 bilhões no bimestre, segundo a metodologia do Banco Central. Estados, suas estatais e municípios, por outro lado, fizeram superavit de R$ 3,4 bilhões.
O deficit primário, somado ao pagamento de juros, contribuiu para elevar a dívida bruta desses governos, que passou de 65% do PIB em outubro de 2015 para 67,6% do PIB em fevereiro.
Nos últimos 12 meses, o setor público consolidado registrou deficit primário de R$ 125,1 bilhões (2,1% do PIB). Em proporção ao PIB, é o maior deficit que se tem registro.
Segundo Maciel, o pagamento das pedaladas em dezembro, que somaram R$ 72,4 bilhões, interferiu no resultado acumulado do ano.
O pagamento de juros foi de R$ 513,4 bilhões (8,64 % do PIB) nos últimos 12 meses. Somando juros e deficit primário, o deficit nominal ficou em R$ 638,6 bilhões (10,7% do PIB).
O setor consolidado público fechou o bimestre com superavit de R$ 4,9 bilhões, o pior bimestre da série estatística. No primeiro bimestre do ano passado, o superavit foi de R$ 18,8 bilhões.
Os números se referem ao resultado primário, que exclui as receitas e despesas com os juros da dívida.
"O resultado deixa evidente o descompasso entre a evolução das receitas e das despesas", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
Oficialmente, a meta para o setor consolidado é de poupar R$ 30,5 bilhões. No entanto, o governo barganha do Congresso a possibilidade de fechar o ano no vermelho e sem questionamentos jurídicos.
Na esfera federal, o deficit chegou a R$ 26,4 bilhões no bimestre, segundo a metodologia do Banco Central. Estados, suas estatais e municípios, por outro lado, fizeram superavit de R$ 3,4 bilhões.
O deficit primário, somado ao pagamento de juros, contribuiu para elevar a dívida bruta desses governos, que passou de 65% do PIB em outubro de 2015 para 67,6% do PIB em fevereiro.
Nos últimos 12 meses, o setor público consolidado registrou deficit primário de R$ 125,1 bilhões (2,1% do PIB). Em proporção ao PIB, é o maior deficit que se tem registro.
Segundo Maciel, o pagamento das pedaladas em dezembro, que somaram R$ 72,4 bilhões, interferiu no resultado acumulado do ano.
O pagamento de juros foi de R$ 513,4 bilhões (8,64 % do PIB) nos últimos 12 meses. Somando juros e deficit primário, o deficit nominal ficou em R$ 638,6 bilhões (10,7% do PIB).
Fonte: Folha Online - 30/03/2016
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