Pedidos de seguro-desemprego subiram 11,1% até julho de 2020
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Pedidos de seguro-desemprego subiram 11,1% até julho de 2020

Publicado em 07/08/2020 , por Thiago Resende

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Em julho, solicitações arrefeceram pela primeira após três meses de alta, com queda de 8,8% na comparação com igual período de 2019

As solicitações de seguro-desemprego em 2020 subiram 11,1% no acumulado até julho por causa dos efeitos econômica da crise da Covid-19. No sete primeiros meses deste ano, foram contabilizados 4.521.163 requerimentos do benefício.

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No mesmo período do ano passado, foram 4.068.385.No entanto, os pedidos estão arrefecendo. Após três meses de alta nas solicitações, em julho houve um recuo na comparação com o ano passado.

Foram 570.543 requerimentos feitos por trabalhadores demitidos em julho.

Isso representa uma queda de 8,8% em relação aos 625.605 pedidos feitos no mesmo mês de 2019.Na comparação entre julho e junho de 2020, houve um recuo de 12,7% nos pedidos do benefício. Em junho, foram registradas 653.174 solicitações.

Os dados de seguro-desemprego são usados pelo governo e por especialistas como um termômetro para avaliar a situação do mercado de trabalho antes da divulgação de dados oficiais mais completos sobre contratações e demissões.

Membros do governo reforçam que o comportamento dos pedidos de seguro-desemprego (que refletem o efeito da crise no mercado de trabalho) foi amenizado pelas medidas anunciadas para evitar demissões, como a que autorizou suspensão de contratos ou corte de jornadas e salários após acordo entre patrão e trabalhador.

Pessoas afetadas pelo corte recebem uma compensação parcial do governo em valor proporcional ao do seguro-desemprego. O custo total do programa é estimado em R$ 51,6 bilhões.

O balanço dos pedidos de seguro-desemprego em julho aponta que os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (177.305), Minas Gerais (62.274) e Rio de Janeiro (47.075).

  Os dados mostram ainda que 39,3% das solicitações em julho foram feitas por mulheres e 60,7%, por homens.

Quase um terço –32,8%– de quem requisitou o seguro-desemprego está na faixa etária entre 30 a 39 anos.

Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (43,3%), comércio (25,7%), indústria (16,1%), construção (10,5%) e agropecuária (4,3%).

Atualmente, é possível receber de três a cinco parcelas do seguro desemprego. O valor depende do período em que a pessoa esteve formalmente trabalhando e de quantas vezes já solicitou o seguro.

Fonte: Folha Online - 06/08/2020

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