Puxada pela conta de luz, inflação no Brasil atinge maior alta em fevereiro em mais de 20 anos
Publicado em 13/03/2025
Um dos principais responsáveis por essa alta foi o aumento de 16,8% nas tarifas de energia elétrica residencial, que contribuiu com 0,56 ponto percentual para o IPCA
A inflação no Brasil, conforme indicado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrou um aumento de 1,31% em fevereiro, marcando a maior elevação para esse mês em pouco mais de duas décadas (22 anos). Com esse resultado, a taxa acumulada em 12 meses subiu para 5,06%, o que representa o primeiro índice acima de 5% desde setembro de 2023. Um dos principais responsáveis por essa alta foi o aumento de 16,8% nas tarifas de energia elétrica residencial, que contribuiu com 0,56 ponto percentual para o índice.
Além do aumento nas tarifas de energia, outros fatores também pressionaram a inflação, como o reajuste no ICMS sobre combustíveis e o aumento nas mensalidades escolares. Esses elementos têm gerado preocupações sobre o impacto no poder de compra da população e na economia em geral, levando a uma análise mais aprofundada das políticas econômicas em vigor.
Em resposta a esse cenário inflacionário, o Banco Central do Brasil anunciou que, a partir de 2025, adotará uma abordagem contínua para atingir a meta de inflação, estabelecendo um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. As expectativas do mercado financeiro apontam para um IPCA de 5,68% ao final deste ano, o que reforça a necessidade de medidas eficazes para controlar a alta dos preços.
Para tentar conter a inflação, o Banco Central iniciou um ciclo de aumento na taxa Selic, que atualmente se encontra em 13,25% ao ano. Além disso, o governo federal implementou a isenção da alíquota de importação para produtos como carne e açúcar, na esperança de reduzir os preços desses itens. No entanto, associações de produtores têm criticado essa medida, considerando-a ineficaz para resolver os problemas inflacionários enfrentados pelo país.
Fonte: Jovem Pan - 12/03/2025
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