Força-tarefa evita prejuízo de R$ 30,2 milhões em fraudes contra o INSS em 2026
Publicado em 10/08/2026 , por R7
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De janeiro a agosto, foram realizadas 29 ações pela Força-Tarefa Previdenciária, sendo 24 operações e 5 flagrantes
As operações de combate às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) evitaram um prejuízo de R$ 30,2 milhões no primeiro semestre deste ano.
Segundo o Ministério da Previdência, levantamento preliminar mostra que, de janeiro a agosto, foram realizadas 29 ações pela Força-Tarefa Previdenciária, sendo 24 operações e 5 flagrantes.
O cálculo da economia se refere a pagamentos suspensos após a desarticulação de esquemas criminosos.
Força-Tarefa Previdenciária é integrada pelo Ministério da Previdência Social e pela Polícia Federal, que atuam em conjunto no combate a crimes estruturados contra o sistema previdenciário.
Na última quinta-feira (6), a Operação Procuração Fantasma, no Maranhão, desarticulou esquema criminoso voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais.
O prejuízo causado aos cofres públicos pode alcançar aproximadamente R$ 5,7 milhões. A suspensão dos pagamentos poderá gerar uma economia adicional estimada em R$ 1,18 milhão, considerando a expectativa de sobrevida calculada com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Operação Sem Desconto
Em abril de 2025, a PF (Polícia Federal) e a GCU (Controladoria-Geral da União) deflagraram a “Operação Sem Desconto”.
A ação fez parte das investigações sobre esquema de descontos de mensalidades associativas não autorizadas, que descontou cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Com a fraude descoberta, o governo federal começou programa para devolução do valor descontado indevidamente.
Foram pagos R$ 3,26 bilhões a 4,8 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos associativos indevidos.
A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Entre os indiciados estão Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e André Fidelis, ex-diretor de benefícios da autarquia.
O relatório final — focado nas irregularidades ligadas à Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) — foi apresentado formalmente ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Com a entrega do documento ao Supremo, caberá à PGR (Procuradoria-Geral da República) analisar as provas reunidas pela PF para decidir se oferece denúncia formal contra os indiciados, se pede novas diligências ou se opta pelo arquivamento do caso.
Fonte: R7 - 09/08/2026
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