Novo sistema do Pix rastreia dinheiro de golpes em até 11 dias
Publicado em 24/11/2025 , por Marcia Bessa Martins
Versão é facultativa para as instituições financeiras a partir de agora, mas se tornará obrigatória em 2 de fevereiro de 2026
As instituições financeiras já têm autorização para oferecer aos clientes uma versão mais eficaz do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, conhecida como MED 2.
De acordo com norma do Banco Central, a novidade permitirá rastrear o caminho do dinheiro em casos de fraudes, golpes ou transações sob coerção, indo além da primeira conta que recebeu os valores ilegais.
Na versão atual do MED, lançada em outubro, só é possível identificar e recupera recursos na conta inicial que recebeu a transferência fraudulenta.
Com a nova tecnologia, será possível mapear toda a “árvore de transações”, incluindo contas subsequentes que receberam partes do valor, e bloquear os recursos de forma mais abrangente.
O prazo para devolução dos valores às vítimas será de até 11 dias após a contestação, agilizando significativamente o processo de recuperação de prejuízos.
Como contestar
Para solicitar uma contestação pelo MED 2, o cliente deve-se ir ao “Extrato Pix”, selecionar o valor a ser contestado na lista e clicar no botão “Contestar este Pix”.
Daí em diante, basta seguir os passos apresentados na tela.
O BC salienta que o “botão de contestação” não funciona para casos de desacordos comerciais, arrependimento e erros no envio do Pix, tais como erro de digitação da chave, ou envolvendo terceiros de boa-fé.
Ele só pode ser utilizado quando houver fraude, golpe e coerção.
A adoção do MED 2.0 é facultativa para as instituições a partir de agora, mas se tornará obrigatória em 2 de fevereiro de 2026.
Para os especialistas, a medida representa um avanço no combate à criminalidade financeira digital, especialmente diante do aumento de golpes aplicados via Pix.
Ao permitir o rastreamento em múltiplas camadas de transações, o Banco Central diz que espera dificultar a ação de criminosos que rapidamente redistribuem valores ilegais entre diversas contas.
Fonte: economia.ig - 24/11/2025
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