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Petrobras suspende perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido em poço exploratório
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Petrobras suspende perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido em poço exploratório

Publicado em 07/01/2026

Incidente ocorreu a 175 km da costa do Amapá e resultou na descarga de quase 15 mil litros de material no mar

Petrobras suspende perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido em poço exploratório

Petrobras interrompeu as atividades de perfuração no poço Morpho, situado na bacia da Foz do Amazonas, após detectar o vazamento de fluido em tubulações auxiliares da operação. O incidente, registrado no último domingo (4), ocorreu no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá.

De acordo com informações da companhia e documentos técnicos, a falha foi identificada em duas linhas que ligam o navio-sonda ao poço. A perda de material foi notada inicialmente pela redução do nível nos tanques da plataforma. Para confirmar a origem do problema, um robô submarino (ROV) foi enviado a uma profundidade de 2.700 metros, localizando a descarga direta no oceano. 

Estima-se que cerca de 15 metros cúbicos (aproximadamente 15 mil litros) de fluido de perfuração tenham vazado antes que o sistema fosse isolado e contido. O material, popularmente chamado de “lama”, é composto por base aquosa e aditivos, sendo utilizado para resfriar a broca e estabilizar a pressão durante os trabalhos. A estatal assegurou que o produto é biodegradável, atende aos limites de toxicidade exigidos e não representa ameaça ao meio ambiente ou à segurança das equipes.

Paralisação

A operação de sondagem ficará suspensa por um período estimado entre 10 e 15 dias. Durante esse intervalo, as tubulações avariadas serão trazidas à superfície para inspeção detalhada e conserto. A Petrobras reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem íntegros e seguros, e que os órgãos fiscalizadores competentes já foram notificados. 

Exploração Região da foz do amazonas

A perfuração na região da Margem Equatorial, autorizada pelo Ibama em outubro do ano passado exclusivamente para pesquisa, visa confirmar a existência de reservas comerciais de petróleo e gás. A área é considerada estratégica pelo governo federal, com potencial comparável ao do pré-sal, embora seja alvo de críticas por parte de organizações ambientais devido à sensibilidade ecológica da região. O atual poço faz parte de uma campanha exploratória prevista para durar cinco meses.

Fonte: Jovem Pan - 06/01/2026

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