O que é "liquidez" no mercado financeiro?
Publicado em 26/02/2026 , por Clara Beatriz Saraiva Ferreira
No mercado financeiro, o termo liquidez representa a capacidade de um ativo ser convertido em dinheiro de forma rápida e sem perda relevante de valor. Quanto mais líquido for o investimento, mais rápido ele pode ser vendido por um preço próximo ao do mercado naquele momento. Essa característica é importante para investidores e empresas, pois facilita as transações de maneira eficiente e rápida.
De acordo com a B3, a liquidez é um fator-chave para entender como funcionam os ativos financeiros. Todo investimento passa por etapas que envolvem a aplicação do dinheiro, a geração de rendimentos e, por fim, o resgate do valor investido.
Ao avaliar essas etapas o investidor pode estruturar uma estratégia eficiente e um cronograma que amplie os lucros. Além disso, em situações inesperadas, a liquidez possibilita a conversão rápida de ativos em dinheiro.
A liquidez também mede a facilidade de venda de um título, ação ou bem preservando os rendimentos já acumulados. Essa facilidade varia de ativo para ativo, dependendo de fatores como prazos de resgate, penalidades por retirada antecipada e impostos.
Tipos de liquidezBaixa liquidez: ocorre em ativos com pouco volume de negociação, como ações de empresas menores. Nesses casos, a venda imediata pode ser mais difícil e, muitas vezes, exige aceitar um preço menor.
Média liquidez: está presente em ações de companhias de porte intermediário ou em alguns títulos privados. Podem ser negociados em um prazo razoável, mas movimentações de grandes valores podem influenciar o preço.
PublicidadeAlta liquidez: característica de ações de grandes empresas listadas na bolsa de valores. São facilmente compradas e vendidas, com negociações rápidas e pequena diferença entre os preços de compra e venda (spread).
Ao escolher onde investir, é importante considerar seu perfil e suas necessidades financeiras, garantindo que parte dos recursos esteja disponível quando necessário.
Para a B3, diversificar a carteira é uma estratégia recomendada: manter uma parcela em ativos de alta liquidez para emergências e outra em aplicações com maior potencial de retorno, ainda que com prazos mais longos, ajuda a equilibrar segurança e crescimento ao longo do tempo.
Exemplos de ativos líquidos e ilíquidosEntre os ativos considerados líquidos estão o dinheiro em espécie, que pode ser utilizado imediatamente; os títulos públicos, como os do Tesouro Direto, que podem ser negociados com facilidade no mercado secundário; e as ações de empresas de grande capitalização, que geralmente apresentam alto volume de negociação com compradores e vendedores interesados.
Já entre os ativos ilíquidos estão os imóveis, no qual, a venda pode ser demorada devido à necessidade de encontrar comprador e cumprir etapas legais; as obras de arte, que dependem de interessados específicos e estão sujeitas a variações de mercado; e investimentos alternativos complexos, como fundos de private equity ou hedge funds, que costumam ter restrições de resgate ou prazos de carência.
Riscos ligados à baixa liquidezA falta de liquidez pode gerar grandes impactos tanto para investidores quanto para empresas. Entre os principais riscos estão:
PublicidadeRisco de mercado: nesse caso, existe certa dificuldade de vender rapidamente um ativo e expõe o investidor a oscilações desfavoráveis, aumentando as chances de prejuízo.
Risco de preço: os ativos com pouca liquidez podem ser negociados abaixo do valor considerado justo, especialmente em situações de urgência.
Risco de crédito: em aplicações como títulos privados ou empréstimos de longo prazo, existe a possibilidade de o emissor não cumprir suas obrigações financeiras.
Risco operacional: empresas que concentram recursos em ativos com baixa líquidez podem enfrentar dificuldades para obter capital rapidamente e manter suas atividades.
Risco de liquidez pessoal: investidores individuais podem não conseguir arcar com despesas inesperadas por não terem recursos disponíveis.
Risco de longo prazo: investimentos com prazos extensos reduzem a flexibilidade diante de mudanças econômicas ou necessidades pessoais.
Segundo o B3, esses fatores de riscos acabam por reforçar a importância de considerar o nível de liquidez ao montar uma carteira de investimentos ou administrar recursos de uma empresa, equilibrando potencial de retorno com a necessidade de acesso rápido ao dinheiro.
Fonte: economia.ig - 26/02/2026
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