Golpe do falso advogado se espalha pelo WhatsApp e engana vítimas com dados reais de processos (06/03/2026)
Publicado em 06/03/2026 , por TRF4
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A ação criminosa acontece pe...
A ação criminosa acontece pelo WhatsApp e outros aplicativos de mensagem, onde estelionatários se passam por advogados reais; utilizando nomes, fotos e até informações verdadeiras de processos judiciais, para convencer a vítima a realizar transferências bancárias ou fornecer dados pessoais.
De acordo com as autoridades, os golpistas obtêm informações públicas de processos reais, como números de ações, valores envolvidos e datas de audiências ou decisões. De posse desses dados, eles entram em contato com as partes envolvidas no processo, geralmente por WhatsApp, e se passam pelo advogado responsável.
A abordagem geralmente inclui a alegação de que é necessário pagar uma taxa ou fazer um PIX para “liberar um alvará”, “agilizar um pagamento” ou “regularizar uma pendência” junto ao tribunal. A utilização de dados verdadeiros dá um ar de credibilidade à conversa, fazendo com que muitas pessoas acreditem estar realmente falando com seu advogado.
A Justiça Federal não faz cobranças por aplicativos de mensagem
É importante reforçar: a Justiça Federal não solicita transferências bancárias, PIX ou qualquer tipo de pagamento por meio de aplicativos de mensagem como WhatsApp ou Telegram. Tampouco entra em contato com as partes pedindo dados bancários ou senhas.
Qualquer comunicação oficial é feita por canais formais, como Diário de Justiça, intimações por oficial de justiça ou, em alguns casos, por e-mail institucional, mas nunca com pedidos de depósitos em contas particulares.
Diante do avanço desse golpe, especialistas em segurança digital recomendam algumas medidas simples, mas eficazes:
1. Desconfie de mensagens pedindo dinheiro: Se você receber qualquer mensagem, mesmo que pareça vir do seu advogado, solicitando transferência para liberar valores ou pagar taxas, desconfie imediatamente. Golpistas contam com a urgência para impedir a vítima de pensar.
2. Confirme por outro canal: Antes de fazer qualquer pagamento ou fornecer dados, entre em contato com o escritório do advogado por telefone (de preferência um número que você já conhece) ou com o fórum onde o processo tramita. Uma simples ligação pode evitar um prejuízo.
3. Nunca forneça dados bancários por aplicativos de mensagem: Por mais convincente que seja a abordagem, jamais compartilhe senhas, números de cartão, tokens ou qualquer informação bancária via WhatsApp, Telegram ou outros aplicativos de mensagem.
A melhor forma de combater esse tipo de crime é a informação. Compartilhe este alerta com familiares, amigos e colegas, especialmente aqueles que têm processos judiciais em andamento. Quanto mais pessoas souberem como o golpe funciona, menores as chances de novas vítimas caírem na armadilha.
Em caso de abordagem suspeita, a orientação é registrar um boletim de ocorrência e comunicar imediatamente o verdadeiro advogado responsável pelo seu caso. A rápida disseminação da informação pode ser a diferença entre a segurança e o prejuízo.
Fonte: TRF4 - Tribunal Regional Federal 4a Regiao
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