Anvisa estuda exigir CPF de pacientes que queiram canetas emagrecedoras manipuladas
Publicado em 07/04/2026 , por Jovem Pan
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Órgão endurecerá regras para importação e manipulação de canetas emagrecedoras
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira (6) que vai endurecer a regulação da importação e manipulação de canetas usadas no tratamento do diabetes e da obesidade. “Esse é o foco mais importante, trazer produtos seguros e com garantia de qualidade e eficácia para a população brasileira”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, durante coletiva de imprensa.
O diretor Daniel Pereira afirmou que a Anvisa vai estabelecer novos “elementos de individualização” como requisito para autorizar a manipulação da tirzepatida, mas não detalhou quais serão eles. Neste ano, a Anvisa realizou 11 inspeções nas maiores farmácias de manipulação do País. Oito farmácias e uma importadora foram interditadas em decorrência de irregularidades. Em uma delas, a agência apreendeu todos os lotes de tirzepatida importados para a produção de canetas.
A agência quer exigir, por exemplo, a obrigatoriedade de um certificado de boas práticas de fabricação alinhado às suas diretrizes para que o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) das canetas entre no País. O órgão estuda, por exemplo, exigir o CPF do paciente no momento do pedido de manipulação da substância.
Atualmente, apenas a farmacêutica Eli Lilly tem autorização para comercializar a tirzepatida no Brasil, sob o nome de Mounjaro. Mas a regra vigente prevê autorização para que o composto seja manipulado e vendido por farmácias de manipulação em casos específicos, para atender a determinado paciente que não se adapta às doses disponibilizadas pela indústria, por exemplo. O que a Anvisa tem verificado, no entanto, é uma produção em larga escala que não condiz com o uso individualizado.
Aumento do uso de canetas emagrecedoras
Um levantamento inédito realizado pelo Instituto Locomotiva revela a rápida popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (6), 33% dos domicílios brasileiros relatam ter pelo menos um morador que faz ou já fez uso de medicamentos como Ozempic, Mounjaro ou Wegovy.
Em dezembro de 2025, a primeira fase da pesquisa indicava que o uso estava presente em 26% dos lares. Em abril de 2026, esse número saltou para um terço das residências do país, evidenciando uma mudança profunda nos hábitos de consumo e saúde da população.
Fonte: Jovem Pan - 07/04/2026
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