Após 'pizza de entulho', especialista orienta comerciantes sobre golpe do falso Pix
Publicado em 30/04/2026 , por R7
Pronto para ler a matéria.
Caso viral em MG levanta alerta sobre comprovantes falsos e a importância de confirmar pagamentos antes da entrega
O caso de um dono de pizzaria em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que reagiu a um golpe enviando uma “pizza de entulho” para uma cliente viralizou nas redes sociais, ultrapassando 2,4 milhões de visualizações. A situação, além de inusitada, reacende o debate sobre fraudes envolvendo o sistema Pix e os riscos enfrentados por comerciantes no ambiente digital.
O episódio aconteceu após o empresário identificar que o comprovante de pagamento enviado pela cliente era falso. O pedido, no valor de R$173, havia sido “pago” com apenas R$0,01. Diante da tentativa de golpe, o comerciante decidiu gravar um vídeo em que monta uma caixa de pizza recheada com farinha e entulho, enviada ao endereço informado pela suposta cliente.
Crime e enquadramento legal
Segundo o advogado criminalista Eduardo Milhomens, a conduta da cliente se enquadra como estelionato, podendo ser agravada por se tratar de fraude eletrônica.
“Quando há uso de meios digitais, como Pix, WhatsApp ou e-mail, estamos diante da chamada fraude eletrônica, que tem pena mais severa”, explica. Nesse caso, a punição pode chegar a até 8 anos de reclusão, além de multa.
O uso de nomes diferentes para pedido, pagamento e entrega, como ocorreu nesse caso, também pode ser interpretado como tentativa de dificultar a identificação, o que pode agravar a situação.
A reação do comerciante
Apesar da repercussão positiva nas redes, a atitude do empresário levanta questionamentos. Do ponto de vista jurídico, ele não cometeu irregularidade ao não entregar o produto, já que o pagamento não foi efetivado.
“O comerciante tem o direito de reter a mercadoria até a confirmação do pagamento. Ele não é obrigado a concluir a venda sem essa garantia”, afirma Milhomens.
Ainda assim, especialistas alertam que a exposição do caso nas redes sociais pode abrir margem para discussões sobre eventuais danos morais, dependendo da identificação da pessoa envolvida.
Responsabilidade das plataformas
Grande parte desses golpes ocorre por meio de aplicativos de entrega ou redes sociais. Segundo o advogado, essas plataformas não têm responsabilidade criminal direta, a menos que participem da fraude.
Por outro lado, pode haver responsabilidade civil caso fique comprovada negligência na proteção dos usuários ou falhas no suporte oferecido.
Como evitar cair no golpe
Com a popularização do Pix, casos de comprovantes falsos têm se tornado mais frequentes. Para evitar prejuízos, a orientação é simples, mas essencial:
Fonte: R7 - 30/04/2026
Notícias relacionadas
- Pix completa um ano entre polêmicas sobre segurança e mais de 100 milhões de usuários
- PIX Parcelado amplia alternativas de crédito, com custo alto e risco de inadimplência; entenda
- Quando vale a pena usar o PIX Automático?
- Caí no golpe do Pix, e agora? Veja o que fazer e como se proteger
- Pix completa 5 anos, gera economia de R$ 117 bilhões e promete aumento da segurança e internacionalização
- 'Golpes do PIX' podem causar perdas de R$ 3 bilhões até 2027; saiba como se proteger
- Golpe do Pix: veja as fraudes mais comuns e como se proteger
- Com dois anos de existência, Pix acelera democratização de serviços financeiros e aumenta competitividade do Brasil
- Vítimas de golpe do Pix podem pedir devolução do dinheiro
- 'Golpes do PIX' podem causar perdas de R$ 3 bilhões até 2027; saiba como se proteger
Notícias
- 23/09/2026 Militares e servidores acusam empresa de cobrança abusiva em consignado
- Falsos sites de faculdades usam notebooks como isca para golpe do Pix
- Demissão não justificada de pessoa com bipolaridade é presumidamente discriminatória
- INSS amplia prazo de auxílio-doença sem perícia; veja o que muda
- Atlas: 75% dizem que bets deveriam ser proibidas no Brasil
- Nova regra da ANS facilita acesso ao DIU hormonal em planos de saúde
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Como tirar o nome do SPC e SERASA? Quais os procedimentos para exclusão?
