Planos de saúde têm lucro de R$ 6 bi no 1º trimestre de 2026
Publicado em 10/06/2026 , por Folha Online
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As operadoras de planos de saúde médico-hospitalares registraram lucro líquido de R$ 6 bilhões no Brasil no primeiro trimestre de 2026, apontam dados divulgados nesta terça-feira (9) pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
O resultado é o segundo maior para o período de janeiro a março na série histórica do órgão, que reúne informações desde 2018.
O desempenho ficou atrás apenas do verificado no primeiro trimestre do ano passado (R$ 6,9 bilhões). Houve queda de 12,3% nessa base de comparação. A ANS publica a série em valores nominais (sem ajuste pela inflação).
Conforme a agência, a redução está bastante associada a um efeito não recorrente (pontual ou atípico) de provisionamento de recursos (reserva financeira) por uma grande empresa do setor.
O resultado operacional dos planos médico-hospitalares, a diferença entre as receitas e as despesas diretamente ligadas à operação de saúde, ficou positivo em R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano.
Também é o segundo maior nível da série para o período de janeiro a março. Está abaixo apenas do registrado nos três meses iniciais do ano passado (R$ 4,4 bilhões).
A sinistralidade (proporção da receita usada para cobrir despesas assistenciais) chegou a 81%. Ficou 1,8 ponto percentual acima da verificada no 1º trimestre de 2025.
Na prática, o indicador significa que cerca de 81% do valor das mensalidades foi destinado ao pagamento de atendimentos, exames e tratamentos. Mesmo com o aumento, esse foi o segundo menor nível registrado desde 2020, afirmou a ANS.
Em um cenário de juros elevados, as aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 140,5 bilhões ao fim de março de 2026. Trata-se de uma fonte relevante de receita adicional, que contribui fortemente para o lucro final, diz a ANS.
O resultado financeiro (diferença entre receitas e despesas financeiras) foi de R$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Com isso, manteve-se praticamente estável em relação ao recorde nominal de janeiro a março do ano passado.
Quando a análise considera os planos médico-hospitalares em conjunto com os odontológicos e as empresas administradoras de benefícios, o lucro líquido foi de R$ 6,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
É o segundo maior patamar da série para o período de janeiro a março. Caiu 11,6% frente ao nível encontrado nos três meses iniciais de 2025 (R$ 7,1 bilhões).
As administradoras de benefícios não operam os planos. São intermediárias entre as operadoras e os contratantes dos serviços.
O setor de planos de saúde é alvo de uma série de queixas de consumidores no país. As reclamações envolvem pontos diversos, desde o cancelamento de contratos até os reajustes das mensalidades.
As empresas, por sua vez, manifestam preocupação com o aumento do custo médio dos serviços devido à incorporação de tecnologias.
A situação ocorre em meio ao envelhecimento da população, que tende a elevar a demanda por atendimentos de saúde.
Fonte: Folha Online - 09/06/2026
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