'Golpe do amor': mulher conta como tatuagem no braço a ajudou a descobrir que foi vítima do namorado
Publicado em 25/06/2026 , por G1
Pronto para ler a matéria.
Denunciante de Franca (SP) afirmou ter perdido R$ 15 mil para golpista e que, ao pesquisar sobrenome tatuado, viu que ele já tinha feito vítimas em Minas Gerais e Paraíba. Thiago Boch responde por estelionato na Polícia Civil.
Uma tatuagem no braço do namorado foi a informação que faltava para uma moradora de Franca (SP) confirmar que havia se envolvido com um golpista.
A auxiliar de laboratório de 36 anos, que denunciou Thiago Cristiano Boch por ter perdido R$ 15 mil, afirma que descobriu o passado dele na internet. Ela juntou o nome do namorado - até então a única informação a respeito dele - com o sobrenome de família tatuado no braço.
O caso foi registrado como estelionato na Polícia Civil em Franca. O suspeito não tinha sido encontrado ou preso até a última atualização desta notícia.
A reportagem não conseguiu falar com a defesa de Boch até a última atualização desta notícia.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher conheceu o homem por um aplicativo de relacionamento e os dois começaram a namorar em abril. Com o tempo, ele ganhou a confiança dela e passou a pedir dinheiro.
Ela contou à polícia que emprestou o dinheiro que guardava para uma viagem ao namorado e chegou a alugar um carro em seu nome, para que ele trabalhasse como motorista de aplicativo.
A promessa, segundo ela, era de que ele devolveria o valor a ela após receber o dinheiro de uma herança deixada pelo pai, que morava no Paraná.
A mulher contou que passou a desconfiar da conduta do namorado quando o casal viajou à cidade da família dele no Paraná, quando ele caiu em contradição em histórias contadas. Ele também se negava a dizer o sobrenome completo.
Segundo a mulher, uma tatuagem com o nome do pai no braço do namorado chamou a atenção. Ao pesquisar na internet pelo nome do namorado com o sobrenome da tatuagem, ela descobriu que o companheiro era investigado em outras denúncias pelo mesmo crime na Paraíba e em Santa Catarina.
'Sempre vi as tatuagens dele, mas nunca tinha lido'
Foi no fim de semana no Paraná que as coisas ficaram mais evidentes para a vítima.
Ela conta que, durante a viagem, o suspeito fez pagamentos com o cartão dela e pediu dinheiro emprestado com a promessa de devolução após receber a herança do pai, além de tê-la deixado sozinha no hotel depois de fazê-la beber em um bar.
"Conforme ia acabando o copo, ele ia repondo. Eu cheguei a ficar muito tonta no barzinho e, depois, na hora que foi embora, ele pediu, falou que iria em algum lugar e voltava. (...) E eu subi para o quarto, passei muito mal e, no quarto, eu fazia a videochamada para ele e ele falou que já estava chegando. (...) Ele demorou muito tempo, isso era meia-noite e pouquinho, ele chegou umas 3h45 da manhã", relata.
No dia seguinte, ao abrir seu aplicativo de banco, notou a ausência de R$ 5 mil, além de outros gastos que tinha tido com ele.
Mesmo assim, seguiu com o namorado pelos dias seguintes e, na terça-feira, depois de almoçar com a pessoa apontada pelo suspeito como o pai dele, voltaram para o hotel, onde ficaram conversando no terraço. Foi nesse momento em que ela notou um sobrenome tatuado no braço do suspeito.
"Eu sempre vi as tatuagens dele, mas nunca tinha lido. Eu falei: de quem que é esse nome? Ele falou: esse nome é do meu pai. E ele nunca quis me passar o nome dele. Eu tentei de várias formas tentar conseguir e não conseguia. E aí decorei o nome do pai dele da tatuagem.
Com a informação guardada, após voltar para Franca, foi pesquisar na internet e descobriu que o namorado já tinha feito vítimas em outros estados. "Como ele tinha contato com o meu celular, eu não fiz a pesquisa lá [no Paraná]."
Fonte: G1 - 25/06/2026
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