Como loja de barcos enganou clientes e causou prejuízo de 'centenas de milhares de reais' no interior de SP
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Como loja de barcos enganou clientes e causou prejuízo de 'centenas de milhares de reais' no interior de SP

Publicado em 17/07/2026 , por G1

Polícia Civil apreendeu 15 embarcações sem origem comprovada, entre lanchas, barcos de alumínio e moto aquática, em Limeira (SP). Dono da empresa foi preso com revólver sem registro.

Loja de barcos em Limeira é investigada por suspeita de golpes em clientes

A loja de embarcações e equipamentos náuticos que foi alvo da operação "Barco Furado", nesta quarta-feira (15), em Limeira (SP), tinha um padrão recorrente de golpes praticados contra clientes, segundo a Polícia Civil.

Na ação, os policiais apreenderam 15 embarcações sem origem comprovada, entre lanchas, barcos de alumínio e uma moto aquática, e oito motores de popa de diversas marcas e potências.

Além disso, o dono da loja, de 63 anos, foi preso em flagrante por estar com um revólver calibre .38 sem registro. O nome do homem não foi divulgado.

Os policiais também apreenderam R$ 6.540 em dinheiro vivo, oito folhas de cheque, cartões bancários e o celular do proprietário.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa dele não havia sido localizada.

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Golpes de 'centenas de milhares de reais'

De acordo com as investigações, a empresa atuava há cerca de três anos e atraía clientes interessados na compra de embarcações, motores, motos aquáticas ou na contratação de serviços de manutenção e revenda de equipamentos náuticos.

A loja recebia pagamentos antecipados via Pix ou cheque, e, após isso, os produtos não eram entregues e os serviços não eram realizados.

Já quando as vítimas deixavam os próprios equipamentos na empresa, eles eram retidos sem justificativa.

Diante de cobranças, ainda conforme as investigações, os suspeitos apresentavam desculpas recorrentes, como atrasos de fornecedores ou problemas de saúde, e interrompiam o contato com os clientes.

A apuração constatou, ainda, o uso de contas bancárias de terceiros, incluindo familiares dos investigados, para o recebimento dos valores pagos pelas vítimas. Os clientes eram orientados a realizar as transferências para essas contas, e não para a conta da empresa.

Até o momento, a polícia já contabiliza sete boletins de ocorrência registrados contra a empresa, além de três processos judiciais de cobrança. O número de ocorrências contra a loja pode aumentar após a divulgação do caso, apontou a polícia.

A Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento. O celular e os documentos bancários apreendidos passarão por perícia autorizada pela Justiça para mapear o fluxo financeiro do esquema. A arma apreendida também passará por exames de balística.

Os casos devem ser investigados inicialmente como estelionato.

Fonte: G1 - 17/07/2026

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