Anac reforça fiscalização de voos panorâmicos no Rio após dez mortes em 55 dias
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Anac reforça fiscalização de voos panorâmicos no Rio após dez mortes em 55 dias

Publicado em 11/08/2026 , por R7

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Os voos panorâmicos realizados para turistas no Rio de Janeiro podem passar por uma fiscalização mais rigorosa após dois acidentes aéreos registrados em um intervalo de apenas 55 dias. Entre as medidas em análise está até mesmo uma suspensão temporária das operações para permitir uma avaliação mais ampla das condições de segurança

Os voos panorâmicos realizados para turistas no Rio de Janeiro vão passar por uma fiscalização muito mais rigorosa. A medida foi tomada após os dois acidentes aéreos registrados em um intervalo de apenas 55 dias.

O pedido partiu do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, após a queda de um helicóptero de turismo na região da Vista Chinesa, no último sábado (8), que matou quatro pessoas. O prefeito solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a adoção de providências imediatas e chegou a defender a suspensão temporária dos voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais rigorosa das aeronaves, dos helipontos e dos serviços de manutenção.

Em nota, a Anac informou que está em contato com a Prefeitura e que já está reforçando a fiscalização das empresas que realizam voos panorâmicos no estado. A agência afirmou ainda que irá verificar a situação das aeronaves, dos pilotos e das empresas que atuam no segmento de Serviços Aéreos Especializados (SAE), com foco nas operações de voos panorâmicos.

Segundo a agência, ainda não há definição sobre possíveis restrições às operações.

Segundo especialistas, o cenário reforça a necessidade de monitoramento constante das operações turísticas realizadas por helicópteros no Rio.

“Houve um crescimento expressivo de empresas que exploram voos panorâmicos e isso faz com que mais aeronaves voem, mais pessoas procurem esse serviço e haja um aumento no tráfego aéreo, que é uma consequência natural e esperada”, explica Maurizio Spinelli.

Os voos panorâmicos sobrevoam alguns dos principais cartões-postais da cidade, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e as praias da zona sul.

Dez mortos em 55 dias: relembre os acidentes

A discussão sobre a segurança dos passeios aéreos ganhou força após duas tragédias envolvendo helicópteros registradas em menos de dois meses no Rio.

Queda de helicóptero na Vista Chinesa

O acidente mais recente aconteceu no sábado (8), na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. Um helicóptero Robinson R44 que realizava um voo panorâmico caiu em uma área de mata fechada dentro do Parque Nacional da Tijuca e pegou fogo após o impacto

Morreram o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família: Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.

As passageiras haviam contratado um passeio turístico da empresa Voos Rio Panorâmicos (VRP). O voo teria duração aproximada de 20 minutos. Segundo informações divulgadas durante as investigações, o grupo pagou R$ 2.550 pelo passeio.

A Anac informou que a aeronave possuía certificação regular e autorização para realizar esse tipo de operação. As causas da queda ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil.

Quais são os próximos passos da investigação?

As investigações sobre a queda do helicóptero na Vista Chinesa seguem em duas frentes. O Cenipa analisa os destroços da aeronave, o plano de voo, as condições meteorológicas e os registros de manutenção para identificar as causas do acidente. Paralelamente, a Polícia Civil apura as circunstâncias da queda e eventuais responsabilidades.

Colisão de helicópteros no Recreio do Bandeirantes

O outro acidente aconteceu em 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade.

Duas aeronaves colidiram no ar e caíram após o impacto. A tragédia provocou explosões e um incêndio em um pátio de veículos, atingindo cerca de 20 carros.

As seis vítimas foram identificadas como os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, além dos passageiros Oliver Tree Nickel, cantor e produtor musical norte-americano; Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, influenciador digital argentino; Lucas Vignale, diretor argentino de videoclipes; e Lucas Brito Chaves, o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota.

As circunstâncias do acidente ainda são investigadas pelos órgãos responsáveis pela segurança aérea, que buscam identificar os fatores que contribuíram para o choque entre as aeronaves.

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Fonte: R7 - 11/08/2026

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