Desenrola 2.0: adesão ao programa termina nesta segunda-feira; veja como participar
Publicado em 31/08/2026 , por InfoMoney
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O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas
As adesões ao Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal, terminam nesta segunda-feira. A medida provisória (MP) que instituiu o programa irá perder validade sem ser votada e não poderá ser prorrogada. Para entrarem no Desenrola, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.
A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,3 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,2 bilhões.
O desenho prevê a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para amortização parcial ou quitação das dívidas.
O Desenrola foi recriado em um contexto de alta do endividamento e elevado comprometimento de renda das famílias, que, na visão do governo, estava gerando outros riscos para a economia no médio e longo prazos — e vinha impactando negativamente a popularidade presidencial.
A lógica do programa é que os bancos renegociem os débitos e abram uma nova dívida, menor e com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que reduz o risco de inadimplência para as instituições, ao mesmo tempo em que, no médio prazo, recupera-se a capacidade de consumo das famílias.
A inadimplência das famílias foi recorde em julho, segundo dados do Banco Central (BC) divulgados na semana passada. A parcela das operações com atraso superior a 90 dias subiu de 5,4% em junho para 5,8% em julho, o maior patamar desde março de 2011. O aumento ocorre mesmo com o programa Desenrola 2.0.
No crédito livre, modalidade em que os juros são pactuados livremente entre o banco e o tomador do empréstimo, o número é ainda maior: passou de 7,4% para 7,8%, também a maior taxa da série histórica. Da mesma forma, a inadimplência pessoa física foi recorde no crédito direcionado, com alta de 3% para 3,4%. O comportamento das famílias influenciou a inadimplência geral, que também alcançou o maior nível da série histórica em julho, de 4,9%, contra 4,6% em julho.
Juntamente com a inadimplência, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas continuou subindo em junho e alcançou um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011. O indicador que mede o percentual do orçamento mensal que é usado para pagar as parcelas das dívidas subiu de 28,5% em maio para 28,9% em junho.
Já o endividamento das famílias, que mede qual é o percentual total de dívidas em relação à renda geral, cedeu marginalmente em junho, de 49,9% em maio para 49,8%, mantendo-se, porém, em patamares elevados considerando a média histórica.
Como funciona o Desenrola 2.0?
Crédito novo para pagar, com descontos, dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
A dívida renegociada terá:
Descontos entre 30 a 90%;
Taxa de juro máxima de 1,99% ao mês;
Até 48 meses de prazo;
Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;
Quem pode participar do Desenrola 2.0?
Brasileiros com renda até 5 salários-mínimos (R$ 8.105).
Fonte: InfoMoney - 31/08/2026
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