Governo prorroga por 60 dias cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Publicado em 04/09/2026 , por G1
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Decisão da Câmara de Comércio Exterior foi publiada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (3). Cobrança foi criada para ajudar a conter os efeitos da alta do petróleo e já arrecadou R$ 7,9 bilhões.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou por 60 dias a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, segundo resolução publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU). A ação entra em vigor em 8 de setembro.
A medida foi criada neste ano como parte de um pacote do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores e já arrecadou R$ 7,9 bilhões.
A prorrogação ocorre dois dias após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubar a liminar que havia suspendido a cobrança do imposto.
Na semana passada, a Justiça Federal concedeu uma suspenção da cobrança no mesmo dia em que a Camex aprovou a prorrogação do imposto.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decisão. Entre os argumentos apresentados, afirmou que manter a suspensão poderia causar prejuízos antes do julgamento definitivo do caso.
Segundo a decisão, haveria risco "à estabilidade fiscal, ao planejamento estatal e à regulação do comércio exterior".
Em 27 de agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança do Imposto de Exportação de 12% sobre petróleo bruto e minerais betuminosos.
A suspensão havia sido determinada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal do DF, a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP). A liminar impedia a Receita Federal de cobrar o imposto das empresas representadas pela associação.
A cobrança havia sido estabelecida por uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), publicada em 9 de julho, com validade de 60 dias.
A arrecadação com o imposto já soma R$ 7,9 bilhões, segundo a Receita Federal. Na decisão, o juiz considerou que a resolução manteve uma cobrança criada por medida provisória. A MP perdeu a validade por não ter sido analisada pelo Congresso dentro do prazo previsto na Constituição.
Para o juiz, manter a alíquota por meio de uma resolução do Gecex poderia representar uma forma de contornar o fato de o Congresso não ter analisado a medida provisória dentro do prazo.
O juiz também questionou a finalidade econômica da cobrança e afirmou que o imposto poderia não ser o instrumento mais adequado para atingir os objetivos declarados pelo governo.
O ministro Márcio Elias foi questionado sobre a manutenção do imposto. Ele afirmou que a decisão sobre a cobrança cabia ao Gecex e avaliou que, diante da crise no Oriente Médio e de seus impactos sobre preços e logística, a medida “não só se justifica como é necessária”.
Fonte: G1 - 03/09/2026
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