Após deflação em agosto, IPCA sobe 0,82% em setembro e volta a superar o teto da meta
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Após deflação em agosto, IPCA sobe 0,82% em setembro e volta a superar o teto da meta

Publicado em 12/10/2026 , por G1

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A conta de luz foi a principal pressão sobre os preços, que acumulam alta de 4,58% em 12 meses, acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%.

IPCA sobe 0,82% em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,82% em setembro, a maior alta para o mês desde 2021, quando o índice avançou 1,16%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contrasta com a queda de preços registrada em agosto, quando o IPCA teve deflação de 0,32%, a maior queda mensal desde agosto de 2022.

De janeiro a setembro, a inflação acumulou alta de 3,95%. Nos últimos 12 meses, os preços subiram 4,58%, ante 4,22% no período de 12 meses imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o IPCA havia avançado 0,48%.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto da meta, de 4,5%.

  • A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Pelo sistema de metas contínuas, o descumprimento só é caracterizado quando a inflação fica fora desse intervalo por seis meses consecutivos.

Segundo o IBGE, a alta de preços em setembro foi puxada principalmente pelo grupo Habitação, que avançou 2,31%, com destaque para a energia elétrica residencial.

A conta de luz subiu 7,98% após o fim do desconto do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto.

Também contribuíram para a inflação os grupos Transportes, com alta de 0,89%, influenciado pelo aumento das passagens aéreas e dos combustíveis, e Alimentação e bebidas, que avançou 0,83% após três meses consecutivos de queda.

Veja a variação dos grupos pesquisados pelo IPCA

  • Alimentação e bebidas: 0,83%;
  • Habitação: 2,31%;
  • Artigos de residência: 0,27%;
  • Vestuário: 0,71%;
  • Transportes: 0,89%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,08%;
  • Despesas pessoais: 0,26%;
  • Educação: 0,04%;
  • Comunicação: 0,64%.

Após deflação, conta de luz volta a subir

A energia elétrica residencial voltou a pressionar a inflação em setembro, com alta de 7,98%, após ter contribuído para a deflação registrada em agosto.

O movimento ocorreu com o fim do desconto do Bônus de Itaipu, que havia sido incorporado às faturas emitidas no mês anterior.

  • O Bônus de Itaipu é uma forma de devolver aos consumidores recursos excedentes da operação da usina e proporciona um alívio temporário nas contas de luz.

A conta de luz foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação de setembro, com impacto de 0,32 ponto percentual sobre a alta de 0,82% do IPCA.

Além do fim do desconto, a continuidade da bandeira tarifária amarela também pesou no bolso dos consumidores. A cobrança adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Reajustes nas tarifas de energia em diferentes cidades também contribuíram para o resultado, com aumentos em Belém, São Luís e Vitória. Por outro lado, houve reduções em Rio Branco e Fortaleza.

Com o avanço da energia elétrica, o grupo Habitação registrou alta de 2,31% em setembro, a maior entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.

Em agosto, o grupo havia apresentado queda de 1,87%, contribuindo para a deflação de 0,32% do IPCA naquele mês.

Fonte: G1 - 09/10/2026

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