Passado o 2º turno, Fux deve decidir se MP das Bets vale ou não
Publicado em 19/10/2026 , por Poder360
Pronto para ler a matéria.
Passado o 2º turno das eleições, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deve tomar uma decisão sobre a validade da MP (Medida Provisória) 1.394 de 2026 , que proibiu as bets no país. O magistrado é o relator das ações que contestam a norma baixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e definirá se a suspensão das plataformas será mantida ou revogada antes do julgamento no plenário da Corte.
A medida provisória, assinada em 25 de setembro, modificou a regulação das apostas de quota fixa e proibiu a operação, a intermediação e a publicidade de cassinos virtuais e jogos de azar no país. Em 2 de outubro, Fux havia dado um prazo de 72 horas para que o governo prestasse informações sobre a proibição.
A Advocacia Geral da União respondeu em 6 de outubro. Defendeu a manutenção da proibição. Disse que as bets eram um "dragão" que precisava ser domado. Contestação no STF O Supremo passou a ser acionado por associações do setor de apostas, empresas de comunicação e clubes de futebol logo após a publicação da medida.
A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) pediram a suspensão liminar da MP até que haja deliberação do Congresso ou do plenário do STF. Veículos de comunicação também recorreram ao Tribunal.
A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) disse ter tido prejuízo em contratos em vigor e perdas de receita. Clubes como Flamengo , Botafogo , São Paulo , Fluminense e Cruzeiro pediram para integrar os processos como amici curiae , solicitando prazo de transição de até 1 ano para adequação dos contratos com os patrocinadores.
Fux, que já relata 3 ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) sobre o tema, deve analisar o pedido cautelar para definir o funcionamento do setor. AÇÕES CONTRA A MP DAS BETS Eis quem já acionou o STF contra a MP 1.394: Setor de bets - a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) foram ao Supremo em 28 de setembro.
Pedem que a MP seja suspensa até que o Congresso ou o plenário do Supremo analisem o texto do governo. Leia a íntegra (PDF - 798 kB); Emissoras de rádio e TV - a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) entrou no STF em 30 de setembro contra a MP.
Afirmou que empresas de comunicação foram impedidas de dar "execução a ajustes regularmente firmados" e citou "perdas de receita" . Leia a integra (PDF - 521 kB); Flamengo - o clube entrou em 30 de setembro como amicus curiae -parte interessada que pode apresentar argumentos e informações- em 3 ações que tratam da regulamentação das bets no país.
Leia a integra da decisão de Fux que autorizou a entrada do clube nos processos (PDF - 124 KB); São Paulo Futebol Clube - o clube paulista, a Ponte Preta (SP), o Guarani (SP), a Portuguesa (SP) e o Vitória (BA) ingressaram no Supremo em 1° de outubro .
Pediram prazo de até 1 ano para que as equipes se adaptem às regras estabelecidas por Lula. Afirmam que há risco de o Campeonato Brasileiro ser paralisado e que cabe ao Estado proteger o futebol por ser um "patrimônio cultural brasileiro".
Leia a íntegra (PDF - 657 kB); Botafogo - pediu em 1º de outubro para ser integrado como amicus curiae no processo. Disse que a MP atinge o futebol e "aquilo que ele sustenta: o futebol feminino, as modalidades olímpicas e paralímpicas e as categorias de base" .
Leia a integra (PDF - 6 MB); Cruzeiro, Fluminense e mais 14 clubes - pediram em 2 de outubro, para serem ouvidos na ação e para que o ministro atenda ao pedido da ANJL e do IBJR pela suspensão da MP até que o Congresso analise o caso.
Leia a integra (PDF - 476 kB).
Fonte: Poder 360 - 19/10/2026
Notícias
- 19/10/2026 Anvisa manda apreender e proíbe comercialização de lote falsificado da toxina botulínica Dysport
- Anvisa proíbe lotes de botox e medicamento contra câncer falsificados
- Vítima de golpe falso boleto pode cobrar prejuízo do banco; entenda quando
- Área técnica da Aneel quer repasse de transmissoras no leilão de baterias
- Mercado vê possibilidade de queda de juros acelerada com compromisso fiscal
- Bolsa Família 2026: pagamento de outubro, o primeiro com novos valores, começa nesta segunda
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Como tirar o nome do SPC e SERASA? Quais os procedimentos para exclusão?
