Inadimplência no aluguel cai pela 3ª vez seguida e atinge menor nível desde abril
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Inadimplência no aluguel cai pela 3ª vez seguida e atinge menor nível desde abril

Publicado em 23/10/2026 , por Exame

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Após quatro meses de alta no meio do ano, taxa cai a 5,84%; Minas lidera entre os estados

De cada 100 contratos de aluguel residencial acompanhados pela Loft, quase seis estavam com mais de 15 dias de atraso em outubro. A taxa, de 5,84%, é a menor desde abril e marca a terceira queda mensal seguida do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), calculado pela empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias.

O recuo vem depois de quatro meses consecutivos de alta, entre abril e julho, período em que o indicador chegou a 6,20%. Desde então, a inadimplência acumula queda de 0,36 ponto percentual.

O IIA é calculado com base em cerca de 500 mil contratos ativos de Fiança Aluguel sob gestão da Loft, modalidade de garantia locatícia oferecida pela empresa. A amostra inclui imóveis de todas as regiões do país, de estúdios compactos a casas de alto padrão.

Pela metodologia, a imobiliária responsável pelo contrato tem uma janela de três meses para informar à Loft sobre o atraso no pagamento.

Um ano de sobe e desce

A trajetória de 2026 foi marcada por oscilações. O índice abriu o ano em 5,87% e caiu para 5,46% em março, o menor patamar da série histórica, iniciada em maio de 2024. Em seguida, voltou a subir por quatro meses.

Na comparação com outubro de 2025, quando a taxa estava em 6,26%, a redução é de 0,42 ponto percentual. Em relação ao pico da série, de 7,01% em julho de 2024, o recuo chega a 1,17 ponto.

O desenho dos dois anos anteriores mostra um movimento semelhante: alta no meio do ano e alívio a partir de outubro. Em 2024, a taxa saiu de 7,01% em julho para 5,83% em dezembro. Em 2025, passou de 6,80% em setembro para 5,81% no fim do ano, como a EXAME mostrou em reportagem sobre o recuo de fim de ano.

Sul e Sudeste puxam a melhora

A queda no indicador nacional não foi uniforme. Sudeste e Sul concentraram os principais recuos desde julho. No Sudeste, a inadimplência passou de 6,3% para 5,9%. No Sul, de 5,8% para 5,5%.

O grupo formado por Norte, Nordeste e Centro-Oeste, por outro lado, está parado em 7% há três meses. O percentual é o mais alto entre as regiões e repete o nível de outubro do ano passado.

Na comparação anual, o Sudeste registrou queda de 0,4 ponto percentual, de 6,3% para 5,9%. No Sul, o recuo foi de 0,5 ponto, de 6% para 5,5%.

Minas lidera, Rio tem a menor taxa

Entre os sete estados monitorados individualmente, Minas Gerais tem a maior inadimplência, de 6,5%. A taxa, no entanto, caiu 1 ponto percentual desde julho, quando atingiu 7,5%.

Na outra ponta, o Rio de Janeiro manteve a menor taxa do levantamento, de 4,4%, mesmo patamar de setembro.

No mês, o comportamento foi dividido. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registraram queda. São Paulo, Espírito Santo e Paraná tiveram alta.

O Espírito Santo concentra o movimento mais destoante. O estado chegou a 3,9% em junho, a menor taxa entre os estados naquele mês, e desde então subiu por quatro meses seguidos, até 5,3% em outubro.

Ainda assim, todos os sete estados estão com inadimplência abaixo da registrada em outubro de 2025. As maiores quedas anuais ocorreram no Rio Grande do Sul, de 6,7% para 5,5%, e no próprio Espírito Santo, de 6,2% para 5,3%.

Inadimplência no aluguel por estado

EstadoOut/2025Set/2026Out/2026
Minas Gerais6,9%6,8%6,5%
São Paulo6,3%5,8%5,9%
Santa Catarina6,1%6,0%5,8%
Rio Grande do Sul6,7%5,7%5,5%
Espírito Santo6,2%5,2%5,3%
Paraná5,3%5,0%5,2%
Rio de Janeiro4,8%4,4%4,4%

Fonte: Loft, com base em cerca de 500 mil contratos sob gestão

A Loft avalia que o movimento ainda pede cautela. As quedas mensais foram pequenas: 0,20 ponto em agosto, 0,12 em setembro e 0,04 em outubro.

"O índice completa três meses seguidos de queda. Embora as reduções mensais sejam discretas, a sequência indica uma melhora gradual no pagamento dos aluguéis. Ainda é preciso acompanhar os próximos meses para avaliar a continuidade dessa tendência", afirmou Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

Fonte: Exame Online - 23/10/2026

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