Tomate desafia padrão histórico de preços e surpreende na inflação de 2026
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Tomate desafia padrão histórico de preços e surpreende na inflação de 2026

Publicado em 23/10/2026 , por CNN Brasil

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Entre altas expressivas e quedas acentuadas tomate apareceu em praticamente todos relatórios mensais do IPCA; aumento atípico no segundo semestre foi provocado pelo clima desfavorável e redução da área de cultivo no país

Um dos itens mais sensíveis da cesta básica, o tomate tem registrado forte oscilação de preços em 2026. Embora o fruto tenha uma peso pequeno na inflação geral - entre 0,2% e 0,35% -,nos últimos 12 meses apareceu em praticamente todos os relatórios mensais do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Especialista no mercado de hortifrutis, João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), conta que a volatilidade é uma característica dessa cultura. Porém, o comportamento de 2026 fugiu da curva tradicional.

"A volatilidade se dá em função de fatores como área cultivada, calendário de plantio e produtividade. A colheita este ano tem variado muito principalmente em função do clima. Com as temperaturas mais baixas, a maturação fica bastante retraída. Quando as temperaturas sobem, a maturação acelera e a oferta aumenta pressionando os preços. Todos esses fatores explicam as oscilações mais fortes ao longo deste ano", destaca Deleo.

Os dados IPCA ajudam a desenhar a trajetória do tomate

Entre setembro e dezembro de 2025 o preço do fruto registrou sucessivas retrações influenciando diretamente o grupo Alimentação e Bebidas do IPCA. Teve queda acentuada sem setembro (-11,52%),  novembro (-10,38%) e dezembro (-3,95%).

2026 começa com elevação

Já no primeiro semestre de 2026 o movimento se inverte e uma sequência de altas chamam a atenção. A primeira registrada em janeiro: 20,52%, seguida por valorizações acentuadas em março (+20,31%), em abril (+6,13%) e também em maio (+20,62%).

O alívio veio no meio do ano com a chegada da safra de inverno e melhora temporária na produtividade. Porém, depois de acumular alta de mais de 65% no primeiro semestre os preços não caíram na mesma proporção.

Em julho o tomate registrou a maior retração do período -29,09%, influenciando diretamente no grupo alimentação no domicílio que registrou queda de 1,14% no mês.

O movimento de recuo continuou em agosto: 10,94%. Em setembro de 2026, a surpresa: o tomate registra alta recorde para o período de 37,76%.

Fonte: CNN Brasil - 23/10/2026

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