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Temer monta time de conselheiros econômicos com crise de Dilma
Publicado em 23/03/2016 , por DANIELA LIMA e MARIANA CARNEIRO
O time de conselheiros que vem auxiliando o vice-presidente Michel Temer a elaborar seu programa econômico, caso venha a assumir o comando do país, reúne nomes que colaboraram tanto com o PSDB como com o PT, mas hoje são críticos à gestão Dilma Rousseff.
O grupo de economistas reúne nomes como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ex-secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula Marcos Lisboa e o ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso Roberto Brant.
O primeiro documento elaborado com a participação dos três foi "A Ponte para o Futuro", o chamado "Plano Temer". O documento traz uma série de críticas à política econômica de Dilma Rousseff e sugere a adoção de medidas drásticas para limitar o aumento dos gastos públicos.
Muitas das propostas, porém, são consideradas impopulares, como a que prevê desvincular os benefícios da Previdência dos reajustes concedidos ao salário mínimo. Aliados do vice dizem, contudo, que são medidas imprescindíveis para a retomada da economia.
Coordenador da equipe que formulou a "Ponte para o Futuro", o ex-ministro Moreira Franco costuma dizer que seus idealizadores beberam nas fontes que "deram certo": o Plano Real, de FHC, e a "Carta ao Povo Brasileiro", de Lula.
Citado como um dos principais conselheiros do vice, Delfim Netto auxiliou os governos de Lula e Dilma, mas passou a fazer críticas à economia da presidente quando vieram à tona as chamadas pedaladas fiscais.
Ele e Temer são amigos e almoçam semanalmente em São Paulo, para discutir o cenário econômico.
Ex-secretário de política econômica de Antonio Palocci, Marcos Lisboa também é próximo de líderes do PSDB –em 2014, ajudou a formular o programa econômico da campanha de Aécio Neves.
Ele afirma que "conversa e dá sugestões a todos os partidos" e nega rumores de que ocuparia um ministério em um eventual governo Temer.
"Não o conheci e nunca o encontrei", disse Lisboa sobre o vice. "Faço colaborações em textos e leio os que me enviam."
O mineiro Roberto Brant é apontado como o autor da redação final da "Ponte para o Futuro". O documento também contou com a colaboração de políticos, inclusive nomes de fora do PMDB.
O senador José Serra (PSDB-SP) recebeu com antecedência um rascunho do documento e contribuiu com propostas, como a que sugere mais transparência à administração da taxa de câmbio pelo Banco Central.
Publicamente, ele não assume a colaboração.
Hoje próximo de Temer e do PMDB, Serra é visto, mesmo entre tucanos, como um possível ministeriável de uma Presidência do vice.
Ainda entre os colaboradores políticos está o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele é um dos principais interlocutores de seu partido com o mercado financeiro e defendeu internamente a divulgação do "Plano Temer", quando muitos diziam que o documento era impopular.
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central de FHC, também foi abordado por pessoas próximas ao vice. Ele foi reticente ao contato, mas leu o Plano Temer e o elogiou publicamente. À Folha, ele negou reunir-se com representantes do PMDB.
O vice trabalha agora no que vem sendo chamado de "Plano Temer 2", focado na área social.
Peemedebistas dizem que este documento contará com uma colaboração do economista Ricardo Paes de Barros –ele nega a participação.
Paes de Barros atuou na formulação de políticas sociais nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, incluindo o Bolsa Família.
O grupo de economistas reúne nomes como o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, o ex-secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula Marcos Lisboa e o ex-ministro da Previdência de Fernando Henrique Cardoso Roberto Brant.
O primeiro documento elaborado com a participação dos três foi "A Ponte para o Futuro", o chamado "Plano Temer". O documento traz uma série de críticas à política econômica de Dilma Rousseff e sugere a adoção de medidas drásticas para limitar o aumento dos gastos públicos.
Muitas das propostas, porém, são consideradas impopulares, como a que prevê desvincular os benefícios da Previdência dos reajustes concedidos ao salário mínimo. Aliados do vice dizem, contudo, que são medidas imprescindíveis para a retomada da economia.
Coordenador da equipe que formulou a "Ponte para o Futuro", o ex-ministro Moreira Franco costuma dizer que seus idealizadores beberam nas fontes que "deram certo": o Plano Real, de FHC, e a "Carta ao Povo Brasileiro", de Lula.
Citado como um dos principais conselheiros do vice, Delfim Netto auxiliou os governos de Lula e Dilma, mas passou a fazer críticas à economia da presidente quando vieram à tona as chamadas pedaladas fiscais.
Ele e Temer são amigos e almoçam semanalmente em São Paulo, para discutir o cenário econômico.
Ex-secretário de política econômica de Antonio Palocci, Marcos Lisboa também é próximo de líderes do PSDB –em 2014, ajudou a formular o programa econômico da campanha de Aécio Neves.
Ele afirma que "conversa e dá sugestões a todos os partidos" e nega rumores de que ocuparia um ministério em um eventual governo Temer.
"Não o conheci e nunca o encontrei", disse Lisboa sobre o vice. "Faço colaborações em textos e leio os que me enviam."
O mineiro Roberto Brant é apontado como o autor da redação final da "Ponte para o Futuro". O documento também contou com a colaboração de políticos, inclusive nomes de fora do PMDB.
O senador José Serra (PSDB-SP) recebeu com antecedência um rascunho do documento e contribuiu com propostas, como a que sugere mais transparência à administração da taxa de câmbio pelo Banco Central.
Publicamente, ele não assume a colaboração.
Hoje próximo de Temer e do PMDB, Serra é visto, mesmo entre tucanos, como um possível ministeriável de uma Presidência do vice.
Ainda entre os colaboradores políticos está o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele é um dos principais interlocutores de seu partido com o mercado financeiro e defendeu internamente a divulgação do "Plano Temer", quando muitos diziam que o documento era impopular.
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central de FHC, também foi abordado por pessoas próximas ao vice. Ele foi reticente ao contato, mas leu o Plano Temer e o elogiou publicamente. À Folha, ele negou reunir-se com representantes do PMDB.
O vice trabalha agora no que vem sendo chamado de "Plano Temer 2", focado na área social.
Peemedebistas dizem que este documento contará com uma colaboração do economista Ricardo Paes de Barros –ele nega a participação.
Paes de Barros atuou na formulação de políticas sociais nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula, incluindo o Bolsa Família.
Fonte: Folha Online - 22/03/2016
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