Flávio diz aos EUA querer 'se libertar' do Mercosul e propõe alívio a empresas de cartão de crédito
Publicado em 03/07/2026 , por Folha Online
Pronto para ler a matéria.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou ao governo dos Estados Unidos um documento em que oferece vantagens comerciais aos americanos, como a eliminação de tarifas para o etanol e a redução da carga tributária de empresas de cartão de crédito.
No dossiê enviado ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) pelo gabinete do senador, Flávio defende o Pix como um dos marcos da gestão Bolsonaro e contesta as alegações de conflito de interesses feitas pela gestão Trump, apontando que o Fed, banco central americano, também opera uma ferramenta de pagamento chamada FedNow.
Apesar disso, propõe um "compromisso legislativo" de que o Pix não será conectado a arranjos de liquidação transfronteiriços "não ocidentais" — numa referência à China. Hoje o sistema de pagamentos instantâneos não faz transferências internacionais, e o documento não deixa claro como seria esse veto a sistemas estrangeiros.
O senador do PL propõe a "busca agressiva" de acordos comerciais que aumentem o comércio e o investimento entre as duas nações. Nesse sentido, propõe que o Brasil "se liberte das amarras" do Mercosul — o bloco de comércio restringe negociações bilaterais — como fez o presidente argentino, Javier Milei.
O mesmo documento defende que a aplicação de uma nova tarifa de 25% com base nas investigações do USTR é um erro político para a relação comercial entre os dois países.
O senador propõe ainda reduzir a carga regulatória e tributária de cartões de crédito — mercado dominado pelas empresas americanas Visa e Mastercard.
"Instrumentos de pagamento privado carregam hoje um ônus regulatório e tributário que suprime a concorrência em vez de fomentá-la", diz o texto do gabinete de Flávio. "Reduzir esse ônus [...] ampliaria a escolha do consumidor, reduziria o custo das trocas voluntárias e apoiaria o crescimento econômico."
O suposto prejuízo causado às firmas americanas pelo Pix foi um dos argumentos que embasou a investigação do USTR contra o Brasil.
O documento ainda propõe um "acordo zero a zero" no tema do etanol, virtualmente eliminando as tarifas brasileiras sobre o álcool americano. "Uma negociação de boa-fé entre as duas nações deve ser capaz de permitir que ambas as partes trabalhem em direção a um acordo recíproco de zero por zero para o etanol e o açúcar."
O documento enviado por Flávio aos EUA destaca que ele é senador da República, figura proeminente da oposição e pré-candidato à Presidência. Também lembra que o senador se encontrou com Trump, com o vice JD Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio.
O texto sugere que os Estados Unidos suspendam o processo de aplicação das tarifas de 25% propostas pelo USTR e abram uma mesa de negociação sobre os seis itens citados na investigação comercial: comércio digital, tratamento tarifário preferencial, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.
Fonte: Folha Online - 02/07/2026
Notícias relacionadas
- 17/08/2026 Kalil acusa Cleitinho de aprovar Propag "sem ler"; senador diz ser "Mal necessário"
- 17/08/2026 Empresa da Stone é alvo de tentativa de fraude de R$ 350 milhões em pagamentos de cartão
- 17/08/2026 Os riscos do remédio para insônia mais consumido no Brasil
- 17/08/2026 Mães endividadas apostam online em busca de renda, aponta estudo
- 14/08/2026 Nubank supera US$ 1 bi em lucro no 2º tri pela 1ª vez, mas inadimplência vai a 6,9%
- 14/08/2026 Flávio promete proibir uso de recursos de programas sociais em bets, mas medida já está em vigor
- 14/08/2026 Decreto do mercado livre de energia vem em meio a crise no setor, e segurança vira desafio
- 14/08/2026 Anvisa proíbe 12 marcas de percarbonato de sódio sem registro sanitário
- 13/08/2026 Anvisa abre caminho para farmácias venderem remédios no iFood, Rappi e marketplaces
- 13/08/2026 Justiça condena bet a devolver R$ 81 mil a empresário viciado em apostas
Notícias
- 17/08/2026 Os riscos do remédio para insônia mais consumido no Brasil
- Mães endividadas apostam online em busca de renda, aponta estudo
- Empresa da Stone é alvo de tentativa de fraude de R$ 350 milhões em pagamentos de cartão
- Golpe usa concurso da Transpetro para cobrar inscrição e roubar dados de candidatos
- Abono salarial: último lote paga R$ 5,2 bilhões a 4,1 milhões de trabalhadores nesta segunda
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
