Planos de saúde registram maior prejuízo operacional desde 2001
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Planos de saúde registram maior prejuízo operacional desde 2001

Publicado em 26/04/2023 , por Daniel Lian

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Empresas tiveram perdas de R$ 11,5 bilhões em 2022, mas ganhos financeiros com aplicações garantiram lucro líquido de R$ 2,5 milhões

Os planos de saúde registraram prejuízo operacional de R$ 11,5 bilhões em 2022, o pior da série histórica iniciada em 2001. A estimativa do mercado era de rombo ainda maior, na casa dos R$ 15 bilhões. Apesar do prejuízo, os ganhos financeiros de R$ 9,4 bilhões decorrentes da alta de juros, obtidos em aplicações pelas operadoras, asseguraram o lucro líquido de R$ 2,5 milhões. Para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o balanço do setor ficou no “zero a zero”. O quadro representa 0,001% das receitas de operações de saúde do setor do ano passado, de R$ 237,6 bilhões. A quantia é quase irrelevante para o tamanho do mercado. 43% das operadoras médico-hospitalares fecharam o ano com prejuízos. Em 2020, no entanto, a área apontou lucro recorde de R$ 18,7 bilhões e, em 2021 o rendimento alcançado ficou em R$ 3,8 bilhões. Para a ANS, apesar do crescimento constante na base de clientes desde o início da pandemia da Covid-19, uma vez que os beneficiários em planos médico-hospitalares saltaram de 47 milhões em dezembro de 2019 para 50,4 milhões em 2022. No ranking perdas, a Amil teve saldo negativo de R$ 1,6 bilhão, ficando na primeira posição de prejuízos. No segundo lugar do hall das que tiveram mais prejuízos está a Prevent Senior, com R$ 872 milhões; seguida pela Metlife, com R$ 626 milhões. A Unimed Rio, que acumulava prejuízo de R$ 1,3 bilhão até o terceiro trimestre não aparece neste grupo porque não entregou os dados do quarto trimestre. [GOOGLE_ADSENSE]

Os resultados vêm piorando. As receitas provenientes das mensalidades parecem estar estagnadas, especialmente nas grandes operadoras. Despesas assistenciais e elevação da sinistralidade também contribuem para o cenário. O presidente da Aliança para a Saúde Populacional, Claudio Tafla, destaca que é imprescindível buscar equilíbrio nesse mercado. “As empresas, hoje responsáveis por quase 80% dos planos de saúde, também têm demais o impacto dos crescentes custos dentro dessa relação entre prestadores e operadores de planos de saúde. A Asap tem, através do certificado de gestão de saúde populacional e do fórum de saúde, que tem discutido formatos de trazer outras opções e outras formas de relacionamento que fujam da soma zero, ou seja, que para um lado ganhar o outro precisa perder e vice-versa”.

Fonte: Jovem Pan - 25/04/2023

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