Pix completa 5 anos, gera economia de R$ 117 bilhões e promete aumento da segurança e internacionalização
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Pix completa 5 anos, gera economia de R$ 117 bilhões e promete aumento da segurança e internacionalização

Publicado em 17/11/2025

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Mecanismo movimentou mais de R$ 26 trilhões só em 2024, quantia equivalente a praticamente dois PIBs e meio do Brasil; existem novas operações em estudo e próximas a serem lançadas 

Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), completou, neste domingo (16), cinco anos de existência, com o saldo de ter gerado uma economia de R$ 117 bilhões para os consumidores e empresas do Brasil. Somente entre janeiro e setembro de 2025, foram R$ 38,3 bilhões economizados. O resultado é impulsionado por dois movimentos complementares: a queda consistente das TEDs e a migração crescente das transações de pessoas para empresas (P2B) para o Pix, cuja tarifa é significativamente menor do que à do débito. De acordo com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Pix tem cerca de R$ 0,60 em custos ao sistema financeiro.

Só em 2024, o mecanismo movimentou mais de R$ 26 trilhões, quantia equivalente a praticamente dois PIBs e meio do Brasil – para fins de conhecimento o PIB do Brasil, segundo levantamento do IBGE de 2024, é de R$ 11,7 trilhões. Em 2025, as movimentações já somam R$ 28 trilhões, em um balanço feito de janeiro até outubro. Em setembro, o sistema bateu recorde de quantidade de transações em 24 horas. Foram 290 milhões. [GOOGLE_ADSENSE]

Dados do BC apontam que os adultos concentram mais de três quartos das transações, sendo mais comum entre a faixa de 20 a 49 anos, e o Sudeste é a região que mais usufruir do sistema de pagamento, seguido pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste

Evolução do Pix

Atualmente, mais de 178 milhões de brasileiros fazem uso do sistema – cerca de 75% da população -, e exitem mais de 900 milhões de chaves cadastradas. Ao longo da sua meia década de existência, o Pix passou por algumas modificações. O que começou com uma possibilidade de realizar transferências instantâneas, agora permit

Pix Automático;

Pix agendado;

Pix por aproximação;

Pix cobrança;

Pix Saque e Pix troco;

Essas são apenas algumas atualizações, pois também existem outras, inclusive estudos em andamento, como o Pix Parcelado, que tem sido estudado pelo Banco Central. Havia expectativa de que o mecanismo fosse publicado até outubro, porém, não se concretizou. A nova previsão é que seja publicada a regulamentação até o final de 2025.

“As pesquisas têm mostrado que mais da metade da população já usa o Pix parcelado. […] A gente está em uma fase preliminar do Pix parcelado e mais da metade da população já está usando ele”, disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Botão de Contestação

A evolução do Pix gerou a necessidade de aumentar a segurança diante das ameaças cibernéticas ao sistema financeiro brasileiro. Como o ataque hacker a Sinqia, empresa brasileira que fornece infraestrutura para operações financeiras, que desviou em agosto aproximadamente R$ 420 milhões por meio do sistema Pix.

“O bem mais valioso de um arranjo de pagamentos é a sua reputação, a percepção de que ele é confiável, de que as pessoas podem usar com tranquilidade. Então, isso é muito caro para o Banco Central. O BC tem realmente devotado muita energia para preservar esse importante ativo do arranjo”, disse o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, Renato Gomes.

No começo de outubro, bancos e instituições financeiras que operam o mecanismo implementaram o MED Autoatendimento, conhecido como “botão de contestação”, para acelerar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe ou erro sistêmico. Só em 2024, foram registrado R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.

A medida faz parte do conjunto de ações do BC para aprimorar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que ganha mais uma atualização em 23 de novembro, quando o pedido de estorno em casos de golpe poderá partir de outras contas que não a utilizada na fraude, visando impedir que golpistas burlem a devolução transferindo o dinheiro para outros bancos. A medida passará a ser obrigatória em 2 de fevereiro de 2025.

Só em 2024, por meio do MED, foram mais de 1,13 milhão de devoluções  concluídas, somando quase R$ 400 milhões.

Próximos passos

O BC quer e acredita na evolução do Pix, por isso, tem planos que ele se desenvolva cada vez mais e até chegue a se internacionaliza. “O futuro do Pix vai se fazer sentir por meio de uma série de produtos que talvez não sejam tão óbvios, que saltem aos olhos como o Pix original, a concepção original do Pix, mas que vão causar uma revolução silenciosa no mercado de crédito e de pagamentos do Brasil”, afirmou o Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, Renato Gomes.

Existem alguns projetos em andamento como:

  • Pix Duplicata, que possibilita que as empresas paguem suas duplicatas eletrônicas por meio do sistema instantâneo.
  • Pix em Garantia, que será focado as empresas, mas está previsto para ser lançado no próximo biênio.
  • Pix Offline, que possibilitará a realização de pagamentos mesmo quando estiver sem acesso à internet, regiões isoladas e locais sem sinal.

O Banco Central apoia com entusiasmo as soluções que o mercado está desenvolvendo para a internacionalização do Pix, afirmou Renato Gomes. “Nós apoiamos essas soluções; obviamente após a verificação se tudo que é PLD, tudo que é compliance e tudo que é conheça seu cliente está sendo respeitado. Isso é muito importante”, ponderou. O diretor enfatizou que a autarquia vê as soluções que estão em desenvolvimento com entusiasmo e que a expectativa é que outras surjam, possivelmente incluindo a integração do Pix com outros sistemas de pagamento.

Fonte: Jovem Pan - 16/11/2025

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