Juros do rotativo do cartão de crédito são de R$ 758 mil por minuto
Publicado em 26/03/2026 , por CNN Brasil
Preocupação com alto endividamento das famílias brasileiras leva governo federal a intensificar discussões sobre mudanças nas regras do cartão de crédito
O governo federal intensificou as discussões sobre possíveis mudanças nas regras do cartão de crédito, com foco especial nos juros do rotativo, que atualmente somam R$ 758 mil por minuto no Brasil.
Esse valor representa mais de R$ 1 bilhão por dia em operações de crédito com os juros mais altos do sistema financeiro nacional, chegando a 450% ao ano.
O saldo das operações no rotativo do cartão de crédito teve um crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2010, a dívida dos brasileiros nessa modalidade era de aproximadamente R$ 20 bilhões.
Após um crescimento moderado até 2017, quando atingiu cerca de R$ 40 bilhões, houve uma primeira tentativa de regulação durante o governo Temer, limitando o uso do rotativo a 30 dias.
A medida surtiu efeito temporário, mas após a pandemia, os números voltaram a crescer rapidamente, superando os R$ 70 bilhões.
Em 2024, uma nova regulação foi implementada, limitando os juros do rotativo a 100%. Porém, os dados mostram que essa medida não foi suficiente para conter o problema.
Uma das explicações para a ineficácia é que as instituições financeiras passaram a migrar clientes do rotativo para o parcelado com juros, outra modalidade também com taxas elevadas, embora menores que as do rotativo.
Bancarização e multiplicação de cartões agravam o problema
O aumento da bancarização após a pandemia, que incluiu cerca de 40 milhões de pessoas no sistema financeiro, contribuiu significativamente para o agravamento do problema.
Muitos brasileiros que antes não tinham acesso a serviços bancários passaram a ter múltiplos cartões de crédito, muitas vezes sem o adequado cruzamento de dados que identificasse seu nível de endividamento. Nos últimos 12 meses, os brasileiros tomaram emprestados R$ 398 bilhões no rotativo do cartão de crédito.
A falta de educação financeira é apontada como um dos principais fatores para esse cenário, já que muitos consumidores desconhecem alternativas menos onerosas, como o crédito pessoal, que, embora ainda tenha taxas altas, apresenta juros significativamente menores que o rotativo.
Entre as possibilidades que o governo estuda está a regulação da emissão de cartões, estabelecendo limites mais rígidos e melhorando o cruzamento de dados para evitar que pessoas já endividadas continuem recebendo novos cartões.
A medida visa minimizar o impacto negativo que o endividamento com cartão de crédito tem causado, anulando até mesmo os efeitos positivos do mercado de trabalho aquecido, da queda da inflação e do aumento da renda.
Fonte: CNN Brasil - 26/03/2026
Notícias relacionadas
- 18/05/2026 Procon-SP promove palestra online gratuita sobre orientação financeira durante a Semana ENEF
- 18/05/2026 Como a poupança defensiva está enfraquecendo os gastos 'por vingança'
- 18/05/2026 'Economia dura' não convence, e Lula entra em modo campanha com foco no poder de compra
- 18/05/2026 Fiesp vai à Justiça para barrar megaleilão de energia e pede novo certame
- 18/05/2026 Endividamento compromete estudo e saúde mental de universitários, aponta pesquisa inédita
- 18/05/2026 Governo alerta para golpe que usa site falso do Desenrola 2.0 para cobrar 'taxas'
- 18/05/2026 Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões; veja como participar
- 18/05/2026 CBIC: Fim da escala 6×1 traz custo ao consumidor e risco à produtividade
- 18/05/2026 STF julga nesta semana Lei Maria da Penha, aposentadoria especial e isenção de impostos
- 18/05/2026 Fim da taxa das blusinhas anima consumidores, mas alta do dólar vira novo desafio
Notícias
- 18/05/2026 Procon-SP promove palestra online gratuita sobre orientação financeira durante a Semana ENEF
- Endividamento compromete estudo e saúde mental de universitários, aponta pesquisa inédita
- Governo alerta para golpe que usa site falso do Desenrola 2.0 para cobrar 'taxas'
- Fim da taxa das blusinhas anima consumidores, mas alta do dólar vira novo desafio
- Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões; veja como participar
- STF julga nesta semana Lei Maria da Penha, aposentadoria especial e isenção de impostos
- 'Economia dura' não convence, e Lula entra em modo campanha com foco no poder de compra
- CBIC: Fim da escala 6×1 traz custo ao consumidor e risco à produtividade
- Como a poupança defensiva está enfraquecendo os gastos 'por vingança'
- Entenda as novas punições em voos para viajantes indisciplinados
- Bolsa Família começa a pagar mais de 19 milhões de beneficiários nesta segunda; veja calendário
- Fiesp vai à Justiça para barrar megaleilão de energia e pede novo certame
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
