Após STF limitar 'penduricalhos', desembargadora do Pará diz que categoria pode entrar em 'regime de escravidão'
Publicado em 21/04/2026 , por G1
Pronto para ler a matéria.
Magistrada que teve remuneração bruta de R$ 117 mil em março afirmou que categoria enfrenta perda de benefícios e vive 'tensão enorme' após mudanças em verbas do Judiciário aprovada pelo Supremo sobre os chamados 'penduricalhos'.
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), afirmou durante a última sessão presencial da 3ª Turma de Direito Penal que a situação financeira da magistratura é “muito triste” e que, no futuro, a categoria pode não ter “como pagar as contas”.
A fala foi feita durante a 8ª sessão da 3ª Turma de Direito Penal, realizada no dia 9 de abril, e ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecer critérios para o pagamento das verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, a magistrados e integrantes do Ministério Público.
Segundo dados do Portal da Transparência, a desembargadora recebeu, em março de 2026, remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após descontos, o valor líquido foi de R$ 91.211,82. O g1 solicitou um posiconamento à magistrada e aguarda retorno.
A desembargadora também afirmou que a categoria não está “no fundo do poço”, mas sim “no fundo do alçapão”. Segundo ela, os juízes vêm sendo tratados como “vilões” ou “bandidos”.
“Os juízes hoje estão sendo vistos como bandidos, como pessoas sem escrúpulos. Pessoas que querem ganhar muito sem fazer nada. Eu gostaria que uma parte da população viesse viver o dia a dia do juiz e do desembargador para verificar como é que a gente trabalha”, declarou.
Ainda durante a sessão, a magistrada disse que os juízes realizam “um número enorme de horas extras em casa”, incluindo fins de semana. "Nós de plantão não estamos aqui, estamos trabalhando em casa e fora os dias que se trabalha à noite revisando votos", afirmou.
As falas ocorreram logo no início da sessão, antes do julgamento de processos. Toda a sessão durou cerca de três horas. Eva do Amaral Coelho integra o TJPA desde julho de 2020, após a morte da desembargadora Nadja Nara Cobra Meda. Ela atua há 45 anos na carreira jurídica no Pará.
O que o Supremo definiu?
A Corte estabeleceu as balizas para o pagamento das verbas indenizatórias para além do teto, no caso de magistrados e integrantes do Ministério Público.
Os ministros aprovaram uma tese que detalha as parcelas indenizatórias e auxílios permitidos e proibidos, enquanto não houver uma lei sobre o tema, a ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Também fixaram que os valores autorizados serão padronizados e seguirão a regras de transparência detalhadas em resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.
Fonte: G1 - 21/04/2026
Notícias relacionadas
- 17/08/2026 Caixa não terá que ressarcir o Município de Jaguari, vítima de golpe de phishing (14/08/2026)
- 17/08/2026 Justiça manda bloquear R$ 1 bilhão em bens por suspeita de fraude na iluminação pública de São Paulo
- 17/08/2026 Empresa da Stone é alvo de tentativa de fraude de R$ 350 milhões em pagamentos de cartão
- 17/08/2026 Abono salarial PIS/Pasep 2026 paga último lote neste sábado; veja quem recebe
- 17/08/2026 Abono salarial: último lote paga R$ 5,2 bilhões a 4,1 milhões de trabalhadores nesta segunda
- 14/08/2026 Flávio promete proibir uso de recursos de programas sociais em bets, mas medida já está em vigor
- 14/08/2026 Lula defende que brasileiros comprem 'no limite do que podem pagar'
- 14/08/2026 Decreto do mercado livre de energia vem em meio a crise no setor, e segurança vira desafio
- 14/08/2026 Área técnica da Aneel diz que não avalia se troca da Enel em SP beneficiaria consumidores
- 14/08/2026 Saque do FGTS: trabalhador que não consegue sacar terá novo caminho na Justiça; veja o que muda
Notícias
- 17/08/2026 Os riscos do remédio para insônia mais consumido no Brasil
- Mães endividadas apostam online em busca de renda, aponta estudo
- Empresa da Stone é alvo de tentativa de fraude de R$ 350 milhões em pagamentos de cartão
- Golpe usa concurso da Transpetro para cobrar inscrição e roubar dados de candidatos
- Abono salarial: último lote paga R$ 5,2 bilhões a 4,1 milhões de trabalhadores nesta segunda
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
