Banco Central decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio em São Paulo
Publicado em 01/05/2026 , por G1
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Segundo a autoridade monetária, a medida foi motivada por problemas financeiros e irregularidades.
O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira (30) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., com sede em São Paulo.
Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de graves violações às normas legais e regulamentares que regem sua atividade.
A corretora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial — grupo que reúne instituições de menor porte — e tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, segundo o BC.
- Em 2025, a empresa ocupou a 78ª posição no ranking de câmbio do Banco Central. No período, suas operações corresponderam a 0,021% do volume financeiro e a 0,054% do total de transações realizadas no mercado.
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Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central passa a conduzir o processo de encerramento das atividades da instituição e a apuração de sua situação patrimonial.
A autarquia informou que continuará adotando todas as medidas necessárias para investigar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes.
A partir da decretação, os bens dos controladores e ex-administradores da corretora ficam indisponíveis, conforme previsto em lei.
Quem é a Frente Corretora
Fundada em 2017, a Frente Corretora de Câmbio S.A. nasceu com a proposta de enfrentar a concentração do mercado de câmbio no Brasil, então dominado por grandes bancos, segundo informações do site institucional.
Sob a liderança da CEO Daniela Marchiori, a companhia investiu em tecnologia e na expansão de parcerias para ampliar o acesso ao câmbio, com o desenvolvimento da plataforma Simple, voltada ao modelo Business-to-Business-to-Consumer (B2B2C).
Durante a pandemia, expandiu sua presença internacional, fechou acordos com empresas de grande porte e, em 2022, recebeu investimento da Travelex, que adquiriu 10% da companhia naquele ano.
Além da corretora de câmbio, o grupo Frente reúne ainda as operações FrenteTech, Frente USA e Comm.Pix, além de parcerias com empresas como PicPay, MoneyGram, Smiles e Livelo.
Em 2024, a corretora movimentou mais de US$ 2 bilhões em operações de câmbio — um salto significativo em relação aos cerca de US$ 80 milhões registrados em 2021 —, alcançando a segunda posição no ranking do Banco Central do Brasil.
Segundo o Pipeline, o crescimento foi impulsionado principalmente por transações ligadas a plataformas internacionais de apostas.
Liquidações extrajudiciais
Entre o fim de 2025 e o início de 2026, o Banco Central do Brasil intensificou a atuação sobre instituições financeiras com problemas, somando cerca de 14 liquidações extrajudiciais no período.
Grande parte desses casos está relacionada ao colapso do conglomerado do Banco Master, que concentrou oito liquidações entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Além desse grupo, outras instituições também foram alvo de intervenção ao longo de 2026, incluindo financeiras, bancos de menor porte e empresas de pagamento
Fonte: G1 - 30/04/2026
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