Planalto acelera agenda de alívio financeiro sob vigilância do mercado
Publicado em 06/05/2026 , por CNN Brasil
Portaria que regulamenta o Desenrola 2.0 foi publicada na tarde desta terça (5), mas perspectiva é de que programa não resolva problemas estruturais do endividamento dos brasileiros
O Palácio do Planalto busca acelerar uma agenda de alívio financeiro à população por meio da nova versão do Desenrola, mas o movimento já nasce sob vigilância do mercado. Por exemplo, receios de que o novo programa de renegociação de dívidas faça parte de um chamado pacote de bondades ainda mais amplo e não resolva problemas estruturais do endividamento dos brasileiros.
O governo quer que o programa chegue rapidamente à população. A portaria que regulamenta o programa de renegociação de dívidas foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (5) à tarde, detalhando regras de funcionamento.
Apesar de discussões prévias, é a partir de agora que as instituições financeiras terão acesso completo às normas, o que envolve treinamento de equipes e adequações técnicas para viabilizar as operações.
A equipe econômica aposta que os efeitos do programa — como redução da inadimplência, ampliação do crédito e melhora na capacidade de consumo — possam caminhar em paralelo a um ambiente de queda de juros.
Parte do mercado financeiro e da oposição, no entanto, vê risco de que a iniciativa seja interpretada como um estímulo adicional à economia em um momento sensível para o controle da inflação, especialmente em ano eleitoral.
Em entrevista ao Roda Viva nesta segunda (4), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, minimizou esse risco da inflação e afirmou que o impacto do programa é limitado diante de outros fatores que pressionam os preços, como o cenário internacional de guerras e eventos climáticos.
Nos bastidores, o governo também avalia ampliar o escopo do Desenrola. A ideia é não se restringir apenas aos inadimplentes, mas alcançar consumidores que, embora adimplentes, estão no limite do endividamento. Segundo o secretário-executivo da pasta, Rogério Ceron, novas ações seguem em estudo.
Em paralelo, o Planalto mantém aberta a discussão sobre a chamada “taxa das blusinhas”, que trata da tributação de compras internacionais de baixo valor. O tema ainda divide áreas do governo, sobretudo pelo potencial impacto sobre a indústria e o varejo nacional.
A eventual flexibilização dessa cobrança é vista internamente como mais um gesto de alívio ao consumidor – e eleitor. Ao mesmo tempo, reforça o principal desafio da equipe econômica neste momento: acelerar medidas de estímulo sem comprometer a responsabilidade fiscal nem tensionar a relação com o mercado.
Fonte: CNN Brasil - 06/05/2026
Notícias relacionadas
- 03/07/2026 Executivo da GM defende adiamento de Imposto Seletivo e carga tributária igual sobre veículos
- 03/07/2026 Setor de alimentação volta a pressionar menos a inflação em SP
- 03/07/2026 Estatais federais lucram R$ 169,4 bilhões em 2025, alta de 38% no ano
- 03/07/2026 Flávio diz aos EUA querer 'se libertar' do Mercosul e propõe alívio a empresas de cartão de crédito
- 03/07/2026 Com medo de calotes, empresas contratam mais seguro para cobrir inadimplência
- 03/07/2026 Receita abre na quarta consulta a lote com restituições de até R$ 1.000 para quem não declarou
- 03/07/2026 Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil
- 03/07/2026 Aneel relicita quatro lotes de transmissão com investimentos de R$ 1,8 bi
- 03/07/2026 Contribuinte pode ter restituição do Imposto de Renda sem ter sido obrigado a declarar; veja como receber os valores
- 03/07/2026 Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer?
Notícias
- 03/07/2026 Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil
- Contribuinte pode ter restituição do Imposto de Renda sem ter sido obrigado a declarar; veja como receber os valores
- Receita abre na quarta consulta a lote com restituições de até R$ 1.000 para quem não declarou
- Com medo de calotes, empresas contratam mais seguro para cobrir inadimplência
- Flávio diz aos EUA querer 'se libertar' do Mercosul e propõe alívio a empresas de cartão de crédito
- Salário maior, bolso apertado: por que o dinheiro parece desaparecer?
- Polícia alerta para golpe que usa nome da Secretaria da Segurança Pública de SP para obter dados pessoais
- Aneel relicita quatro lotes de transmissão com investimentos de R$ 1,8 bi
- Estatais federais lucram R$ 169,4 bilhões em 2025, alta de 38% no ano
- Setor de alimentação volta a pressionar menos a inflação em SP
- Executivo da GM defende adiamento de Imposto Seletivo e carga tributária igual sobre veículos
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
