Carne bovina atinge preço recorde nos EUA e pressiona Trump a adotar medidas por redução
Publicado em 13/05/2026 , por Folha Online
Os preços da carne bovina para o consumidor nos EUA dispararam para novos recordes históricos, aumentando a urgência dos esforços do governo Trump para combater a inflação.
Os custos médios da carne moída em abril ultrapassaram o patamar de US$ 7 (R$ 34,24) por libra (453,59 g) pela primeira vez na série histórica, enquanto o bife subiu para mais de US$ 13 (R$ 63,59) por libra, de acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA divulgados nesta terça-feira (12).
O relatório também apontou que a inflação nos EUA saltou para 3,8% em abril, seu maior nível em três anos. O índice de preços ao consumidor subiu 0,6% na comparação mensal e atingiu a taxa acumulada em 12 meses mais alta desde maio de 2023.
A Casa Branca tem tentado conter os preços da proteína antes das eleições de meio de mandato, em novembro, embora as complexidades da cadeia de suprimentos de gado tendam a manter os preços elevados por mais tempo.
Era esperado que Trump assinasse decreto nessa segunda-feira (11) com o objetivo de reduzir os preços da carne bovina, mas elas foram adiadas, de acordo com o jornal The Wall Street Journal. A postergação ocorreu após protestos de pecuaristas e alguns republicanos do Congresso.
Os preços da carne bovina continuam subindo mesmo com os EUA tendo importado quase 600 mil toneladas de carne bovina e derivados no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 16% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.
Essas remessas devem atingir um recorde este ano para atender à demanda resiliente em um momento em que o rebanho bovino do país está no menor nível em 75 anos, embora as remessas estrangeiras ainda representem menos de 20% do abastecimento.
Trump já aumentou a quantidade que a Argentina pode exportar, e outros grandes exportadores mundiais de carne bovina, como Brasil e Austrália, também podem se beneficiar das ordens executivas. No entanto, aumentar as importações traz riscos políticos. A medida de Trump em relação à Argentina também enfrentou forte reação de pecuaristas e dos parlamentares que os representam.
As importações estrangeiras provavelmente reduziriam os preços gerais da carne bovina, mas ainda não representam uma solução rápida, já que essas remessas frequentemente chegam na forma de aparas de carne magra para serem misturadas com produtos americanos mais gordurosos para carne moída. Isso significa que um alívio mais fundamental nos preços ainda dependerá de maior oferta de gado vivo no mercado interno.
Também impulsionando a inflação de alimentos estão os tomates e o café. Os preços do tomate fresco atingiram um novo recorde. A categoria geral de tomates subiu quase 40% em relação ao ano anterior, marcando o maior salto desde 2004. Isso se deve em parte à queda nas remessas do principal fornecedor, o México, após a imposição de tarifas sobre tomates pelos EUA. As importações de tomate do México no primeiro trimestre de 2026 caíram cerca de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o USDA.
Os preços do café também atingiram outro recorde histórico. Esse mercado tem sido abalado nos últimos anos, primeiro pelo clima e depois pelas tarifas de Trump. O Brasil é um dos maiores fornecedores do produto ao país.
Fonte: Folha Online - 12/05/2026
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