'Economia dura' não convence, e Lula entra em modo campanha com foco no poder de compra
Publicado em 18/05/2026 , por Jovem Pan
Pronto para ler a matéria.
Inflação, desemprego e queda parcial do tarifaço não ajudaram na popularidade do petista; novo Desenrola e fim da taxa das blusinhas são as novas apostas do governo
“É a economia, estúpido!”. A frase do consultor político James Carville foi utilizada durante a campanha vitoriosa de Bill Clinton para a Casa Branca em 1992. Na época, o democrata utilizou amplamente a recessão econômica durante o governo do antecessor, George Bush, como um dos principais motes de suas propagandas. Mais de três décadas depois, a frase segue relevante na política ocidental, mas ganha novos contornos em tempos de guerra narrativa nas redes sociais.
No Brasil de 2026, o presidente Lula (PT), em pré-campanha para tentar a reeleição, apostou fortemente nos dados econômicos para convencer o eleitorado: o desemprego recorde e inflação controlada se somaram a uma negociação exitosa com os Estados Unidos para derrubar a maior parte do “tarifaço” imposto pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, o Pé de Meia, programa de distribuição de renda para jovens que frequentam a escola e o Gás do Povo foram as três “marcas” escolhidas pelo governo para exaltar a economia brasileira.
A estratégia, no entanto, não empolgou o eleitorado. Desde a consolidação de Flávio Bolsonaro (PL) como o principal pré-candidato da oposição, Lula viu a vantagem nas pesquisas cair e a própria rejeição aumentar. Em conversas reservadas, os petistas admitem que o principal problema é de comunicação: apesar de elogios frequentes ao trabalho de Sidônio Palmeira, a esquerda reconhece que, no campo da internet, a direita “nada de braçada”.
Com o domínio das redes, a oposição venceu a guerra narrativa econômica: endividamento público, prejuízo das estatais e, principalmente, aumento de impostos foram os dados utilizados não só por aliados da família Bolsonaro, mas também por políticos de centro, muitos deles de partidos que compõem o governo Lula.
Ainda ajustando a forma, o PT resolveu uma mudança de rota no conteúdo: a avaliação é que os números por si só não vão ajudar a convencer o eleitorado. Por isso, a estratégia está em focar na “economia palpável” e no poder de compra. O novo Desenrola, que oferece descontos de até 90% no pagamento de dívidas, e o fim da “taxa das blusinhas”, criada pelo próprio governo Lula, são dois novos focos no governo. A ideia é que essas medidas terão impacto imediato no bolso do eleitor.
Outra pauta chave para o PT é o avanço da discussão do fim da escala 6×1. Extremamente popular, a ideia tem como principal objetivo conquistar o eleitorado mais jovem e desiludido, que rejeita Lula. A resistência do setor produtivo, no entanto, ajuda a narrativa da oposição de que a suposta irresponsabilidade fiscal do governo Lula vai “quebrar” o Brasil. Apesar disso, a avaliação é que, faltando poucos meses para a eleição, a pauta ajuda a alavancar a candidatura do atual presidente.
Fonte: Jovem Pan - 17/05/2026
Notícias relacionadas
- Tarifa social dá desconto na conta de luz; veja como funciona e como se inscrever
- 16/07/2026 Governo Trump anuncia tarifa de 25% contra Brasil após investigação sobre Pix, corrupção e etanol, e governo Lula diz que adotará reciprocidade
- Governo zera tarifa de importação de carnes, trigo, bolacha e outros 4 alimentos
- Tarifa social de energia elétrica começa na próxima semana; veja quem tem direito a energia gratuita
- Governo aumenta previsão de inflação neste ano para 7,9% e mantém em 1,5% projeção do PIB
- Parâmetros definem se cobrança de tarifas bancárias é abusiva
- IPCA-15: prévia da inflação oficial fica em 0,78% em janeiro, aponta IBGE
- Inflação desacelera para 0,47% em maio, abaixo das projeções
- Prévia da inflação é a maior para novembro desde 2002 e vai a 10,73% em 12 meses
- 21/09/2026 BC pode mudar direção de juros em dezembro, diz economista
Notícias
- 01/10/2026 Receita Federal paga lote residual do Imposto de Renda a 412 mil contribuintes
- Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Como tirar o nome do SPC e SERASA? Quais os procedimentos para exclusão?
