INSS passa a enviar mensagem de WhatsApp sobre BPC; entenda
Publicado em 17/06/2026 , por Folha Online
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O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passou a enviar mensagens de WhatsApp a segurados que pedem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e precisam passar pela perícia social. O aviso vem em nome do Governo do Brasil e contém informações a respeito do agendamento, como data e hora.
A medida deve reduzir faltas aos atendimentos agendados, facilitando o acompanhamento de dados sobre o requerimento, e atuar na fila de pedidos da Previdência Social, maior preocupação do governo Lula na área e cuja meta é chegar a zero antes das eleições.
A fila do INSS caiu 30% em maio ante fevereiro, quando ultrapassou 3 milhões de requerimentos. É o melhor patamar em 17 meses, segundo o órgão. O número total de pedidos é de 2,191 milhões dos quais cerca de 30% são de BPC, o que 657,3 mil.
Os segurados precisam ficar atentos para não cair em golpe. A primeira orientação do próprio instituto é que a mensagem virá em nome do Governo do Brasil para quem fez o pedido inicial de benefício e aguarda a perícia já agendada. A mensagem terá as seguintes informações, segundo o INSS:
O texto do INSS não vai pedir dados. Se houver essa solicitação, é açõa de fraudadores e nada deve ser informado. O instituto diz que o cidadão deve desconfiar de qualquer mensagem recebida fora da plataforma Gov.br que solicite acesso para verificar saldos ou atualizar dados.
O governo federal não solicita dados pessoais, como CPF e endereço, nem realiza cobranças ou pedidos de pagamento via WhatsApp.
Para saber se a mensagem é verdadeira, ela vem garantida pelo selo azul de conta verificada (selo de conta verificada) da conta do Governo do Brasil no WhatsApp. Outra forma de saber a autenticidade é olha a csixa de mensagem no aplicativo do Gov.br. Haverá as mesmas informações nela.
O envio de mensagens é apenas uma das ações. Na semana passada, o INSS anunciou o remanejamento de servidores da área reabilitação profissional para atender BPC. Com isso, novas convocações de revisão ficam paralisadas. As cerca de 280 mil perícias agendadas para este ano serão realizadas normalmente.
O BPC é um benefício assistencial pago a pessoas acima de 65 anos ou com deficiência que façam parte de famílias em vulnerabilidade social. O valor é de um salário mínimo.
A revisão do BPC deve ser realizada pelo governo de forma periódica, conforme prever a legislação. A depender do tipo de benefício, ela tem três fases. Segurados que já foram convocados poderão fazer seus agendamentos por meio da Central Telefônica 135 ou do aplicativo ou site Meu INSS.
O segurado convocado pelo pente-fino é informado por mensagem de SMS e notificação no Meu INSS. Sete dias antes da data do agendamento, o governo (perfil verificado) envia mensagem via WhatsApp para que o cidadão compareça à agência.
Segundo o INSS, a convocação para a revisão não ocorre apenas nos casos em que é necessário fazer perícia médica. O INSS também convoca os beneficiários que precisam fazer o processo de reavaliação social por SMS, Meu INSS e notificação bancária no pagamento do benefício.
No caso da perícia médica, a reavaliação da deficiência ocorre dentro do processo de pente-fino do BPC para segurados que recebem benefício por este motivo. São convocadas pessoas até 63 anos, tendo em vista que, a partir dos 65 anos, não é mais obrigatória a reavaliação da deficiência. O processo ocorre a cada dois anos.
Já a reavaliação da renda e do Cadastro Único podem ser realizadas para segurados de qualquer idade. O benefício é cortado caso a pessoa não se enquadre mais nas condições. Para receber, a renda per capita da família deve ser de até um quarto do salário mínimo.
O trabalhador informal Felipe Maximiliano Zuñe Castañeda, 65, teve o pedido de BPC para idoso cancelado pelo INSS após mais de oito meses de análise. Segundo a família, o requerimento, protocolado em setembro de 2025, foi encerrado em abril de 2026 sob a justificativa de "desistência do titular", embora ele afirme nunca ter solicitado o cancelamento.
Imigrante peruano residente no Brasil desde a década de 1990, Castañeda vive com a companheira na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e trabalhou durante a maior parte da vida como artesão ambulante. Após passar por duas cirurgias de hérnia, a mais recente em janeiro deste ano, ele reduziu suas atividades enquanto se recupera.
A família diz que não conseguiu obter esclarecimentos sobre o motivo do cancelamento nem apresentar recurso pelo sistema do Meu INSS.
Em nota, o INSS informa que o requerimento de BPC Castañeda foi indeferido porque a renda familiar ficou acima do permitido. "O INSS informa ainda que, caso atenda aos requisitos legais, o senhor Felipe poderá solicitar um novo BPC 30 dias após a data do último indeferimento", diz nota do órgão.
O instituto complementa ainda que o benefício é assistencial, não aposentadoria nem auxílio-doença. "Para ter direito ao benefício, além de outros requisitos, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja igual ou menor que um quarto do salário mínimo", diz nota do órgão.
Fonte: Folha Online - 16/06/2026
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