Bradesco lucra R$ 7,1 bilhões no 2º trimestre, alta de 16,2% em um ano
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Bradesco lucra R$ 7,1 bilhões no 2º trimestre, alta de 16,2% em um ano

Publicado em 06/08/2026 , por Exame

A rentabilidade do banco avançou para 16%, enquanto a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,3% no trimestre, de acordo com balanço

O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no 2° trimestre de 2026, alta de 3,5% em relação aos três meses anteriores e de 16,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o banco, em balanço divulgado nesta quarta-feira, 4, este foi o décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro recorrente, indicador que exclui efeitos extraordinários e é considerado a principal referência para medir a capacidade operacional de geração de resultados.

O lucro líquido contábil, por sua vez, também somou R$ 7,05 bilhões no período, praticamente em linha com o resultado recorrente, refletindo a ausência de impactos relevantes de eventos não recorrentes no trimestre do banco.

Na comparação com o primeiro trimestre, o lucro contábil avançou 40,2%, enquanto na base anual cresceu 16,2%. A forte alta trimestral decorre da base de comparação mais fraca, uma vez que o resultado contábil do primeiro trimestre havia sido reduzido em R$ 1,781 bilhão por efeitos relacionados à adesão ao Programa de Transação Integral (PTI) e outros processos fiscais.

A rentabilidade também apresentou melhora. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) alcançou 16% no segundo trimestre, avanço de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O indicador de rentabilidade também avançou para 16,2% no acumulado de 12 meses.

O banco destacou que a expansão do indicador também completa dez trimestres consecutivos de crescimento, sustentada pela transformação da organização e pela resiliência das receitas. No Grupo Segurador, o ROAE foi de 22,8% no período.

As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) expandida totalizaram R$ 9,985 bilhões entre abril e junho, crescimento de 3,3% frente ao primeiro trimestre deste ano e de 21,4% na comparação com um ano antes.

O índice de cobertura encerrou junho em 152,3%, abaixo dos 161% registrados no trimestre anterior e dos 177,8% observados um ano antes.

Já o custo do crédito anualizado ficou em 3,5%, um reflexo, segundo o banco, da expansão da carteira e o maior custo de crédito no segmento massificado, cujo indicador atingiu 5,9%, compensado por menores despesas do segmento de atacado.

"Cabe observar que o aumento nas despesas do massificado segue atrelado a operações vinculadas a programas emergenciais, em virtude da dinâmica de provisionamento versus prazo de honra dessas linhas e carteira de crédito rural", afirmou a instituição financeira.

Inadimplência tem leve avanço no trimestre

A inadimplência acima de 90 dias mostrou leve avanço. O índice consolidado encerrou junho em 4,3%, alta de 0,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e de 0,2 ponto percentual na comparação anual.

Entre os segmentos, a inadimplência das pessoas físicas ficou em 5,5%, "reflexo do cenário macroeconômico", nas palavras do Bradesco.

Em micro, pequenas e médias empresas, a inadimplência registrou 4,4%, influenciadas por operações de capital de giro com garantias. Nas grandes empresas, o índice permaneceu em patamar reduzido, de 0,4%. O banco também informou que a participação das operações classificadas no Estágio 2, que reúne contratos com aumento relevante de risco de crédito, subiu de 7,1% para 7,2% no período.

A margem financeira bruta somou R$ 20,872 bilhões no trimestre, avanço de 4,1% frente ao primeiro trimestre e de 15,7% em relação ao mesmo período de 2025. A margem com clientes alcançou R$ 20,199 bilhões, com crescimento de 3,6% no trimestre e de 13,8% em doze meses, impulsionada pelo maior volume médio de crédito e pela melhora dos spreads, especialmente na margem com passivos.

Já a margem com mercado atingiu R$ 673 milhões, com altas de 21,7% na comparação trimestral e de 133,7% na anual, refletindo a gestão de risco em derivativos e produtos estruturados. Após descontado o custo do crédito, a margem financeira líquida ficou em R$ 10,887 bilhões, alta de 4,8% em relação ao trimestre anterior e de 9,9% na comparação anual.

Fonte: Exame Online - 05/08/2026

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