Venda de produtos ilegais avança no comércio físico e digital; saiba como identificar falsificações
Publicado em 24/08/2026 , por Folha Online
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Seja em lojas físicas, seja em plataformas digitais, produtos piratas ou falsificados estão disponíveis aos consumidores. Em muitos casos, esses itens são vendidos como se fossem originais. Além da necessidade de fiscalização e combate ao contrabando pelo poder público, medidas de prevenção podem ser adotadas ao fazer compras.
Produtos piratas e falsificados, embora mais baratos, duram menos e podem trazer riscos à saúde, além do prejuízo econômico ao país. Para auxiliar a população a identificar falsificações ou cópias, entidades de proteção do consumidor e sites de compras virtuais têm recomendações de conduta.
Segundo o Procon-SP, órgão de defesa do consumidor no estado de São Paulo, itens de moda, eletrônicos e medicamentos estão entre as falsificações mais comuns. Além deles, livros, filmes, jogos e músicas também são vendidos de forma ilegal.
Há uma diferença entre produtos piratas e produtos falsificados, de acordo com o Procon. Piratear é fazer cópias de obras protegidas por direitos autorais; falsificar consiste em fabricar, de forma intencional, itens que se pareçam ao máximo com os genuínos.
Examinar com atenção, verificar a procedência e desconfiar de descontos excessivos são algumas medidas a serem tomadas para identificar itens piratas, falsificados ou fruto de roubo, furto e contrabando. Exigir documentos fiscais e comprovantes da compra também pode proteger o consumidor. Uma vez identificada a ilegalidade, é preciso denunciar os vendedores às plataformas de marketplaces ou aos órgãos de fiscalização.
A Magalu tem publicações voltadas a itens específicos. No caso dos bonecos Labubu, por exemplo, o site indica a verificação da caixa (deve ser fosca), da quantidade de dentes (nove no original) e até do cheiro do brinquedo.
Ao comprar celulares, a principal recomendação é verificar o IMEI associado a ele. O de aparelhos vendidos no Brasil deve começar com 35, 11 ou 12. Para exibir o código, basta digitar *#06# no aplicativo de chamadas. Após a consulta, é importante comparar o número mostrado na tela com o da etiqueta colada na caixa. A divergência entre eles pode indicar problemas de procedência.
Fabiana Saenz, diretora de inteligência antifraude do Mercado Livre, desaconselha o acesso a links enviados por e-mail, SMS e redes sociais por remetentes que se passam por empresas confiáveis. Acessar o site da loja diretamente, digitando o endereço no navegador, é, segundo ela, um dos meios de evitar sites fraudulentos.
Em relação ao pagamento, Saenz recomenda verificar sempre a identidade do destinatário antes de confirmar a transação, em especial quando feita via Pix. Colocar informações financeiras em sites desconhecidos ou de procedência duvidosa é outro risco apresentado por ela.
Série relata como a entrada ilegal de mercadorias afeta o Brasil por meio da perda arrecadação de impostos e do fortalecimento da criminalidade.
Fonte: Folha Online - 22/08/2026
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