Copom inicia última reunião antes das eleições para definir taxa de juros
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Copom inicia última reunião antes das eleições para definir taxa de juros

Publicado em 15/09/2026 , por R7

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Mercado espera novo corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a taxa a 13,75%; crise do STF pode influenciar decisão, diz especialista

Na última reunião a ser realizada antes das eleições, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros do país. Caso seja confirmada, será a quinta redução consecutiva e a taxa Selic passará de 14% para 13,75%, menor valor desde janeiro de 2025, quando estava em 13,25%.

Segundo o economista Hugo Garbe, a decisão do comitê pode ser influenciada por fatores políticos, como a crise institucional no STF.

“A política tem uma grande influência na economia e exerce também uma instabilidade. A instabilidade política influencia negativamente a economia de um país e hoje. A gente sofre uma instabilidade política muito grande, e isso faz com que os investidores estrangeiros tirem o capital do Brasil e, com ele, congelem no curto prazo os investimentos”, explicou.

Na economia, podem pesar o endividamento das famílias e os resultados de indicadores como a inflação e PIB (Produto Interno Bruto), que tiveram um bom desempenho no último trimestre.

De 2024 até fevereiro deste ano, a Selic passou por sete aumentos sucessivos, até atingir o nível mais elevado desde 2006: 15%.

Desde março, o Copom tem feito uma série de cortes, até chegar ao patamar atual de 14% ao ano.

Na última redução, o comitê considerou a incerteza global, gerada pela oscilação da política monetária em economias avançadas e a guerra entre Estados Unidos e Irã. Em relação à questão doméstica, o Banco Central afirmou que o fortalecimento do mercado de trabalho, atividade econômica moderada e redução da inflação geral são alguns dos fatores que contribuíram para a decisão.

Pelo sistema de meta contínua, a meta de inflação definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.

A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção, podendo desacelerar o crescimento econômico. Essa taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltarem a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

Fonte: R7 - 15/09/2026

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