Fraude no INSS: MPF denuncia 35 pessoas por desvio de R$ 86 milhões em MG
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Fraude no INSS: MPF denuncia 35 pessoas por desvio de R$ 86 milhões em MG

Publicado em 07/10/2026 , por CNN Brasil

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Grupo é acusado de criar identidades fictícias para obter benefícios assistenciais destinados a idosos; esquema teria funcionado por mais de 20 anos

O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu uma denúncia nesta terça-feira (6) à Justiça Federal contra 35 investigados por envolvimento em um esquema de fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no estado de Minas Gerais.

Segundo a denúncia, o grupo movimentou ilegalmente mais de R$ 86 milhões por meio do cadastramento e recebimento indevido do BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos em situação de vulnerabilidade.

A investigação é um desdobramento da Operação Leste do Espinhaço, deflagrada pela Polícia Federal no fim de agosto deste ano. Na ocasião, foram cumpridas 91 medidas judiciais, entre elas 25 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 33 medidas de bloqueio de bens.

Entenda: Operação mira esquema de fraudes no INSS que gerou dano de R$ 86 milhões

As diligências ocorreram em municípios de Minas Gerais e também em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

A ação identificou 457 benefícios fraudulentos, dos quais 240 ainda estavam ativos e sendo pagos até a deflagração da operação. A interrupção dos pagamentos evitou, segundo o MPF, um prejuízo futuro estimado em R$ 34,8 milhões aos cofres da Previdência Social.

A apuração foi conduzida em conjunto pelo MPF, Polícia Federal, Força-Tarefa Previdenciária em Minas Gerais e Nuinp/MG (Núcleo de Inteligência Previdenciária).

Identidades fictícias

De acordo com a denúncia, a organização criava pessoas que nunca existiram para obter benefícios assistenciais do INSS. O esquema teria começado no registro civil, com a inscrição tardia de nascimentos fictícios e a apresentação de testemunhas e declarantes falsos.

Com as certidões de nascimento obtidas nos cartórios, os investigados conseguiam emitir documentos oficiais, como CPF e carteira de identidade, para dar existência formal às identidades criadas.

Os procuradores da República André de Vasconcelos Dias e Lucas de Morais Gualtieri afirmam na denúncia que os integrantes do grupo passaram a receber os valores dos benefícios "mês a mês, durante anos ou décadas".

Fonte: CNN Brasil - 07/10/2026

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