Pagamentos no WhatsApp podem chegar no 1º trimestre de 2021, diz presidente da Mastercard
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Pagamentos no WhatsApp podem chegar no 1º trimestre de 2021, diz presidente da Mastercard

Publicado em 09/12/2020 , por Isabela Bolzani

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João Pedro Paro Neto também afirmou que não enxerga ameaça do Pix ao mercado de cartões

O presidente da Mastercard, João Pedro Paro Neto, afirmou nesta terça-feira (8) que os pagamentos no WhatsApp podem ser liberados a partir do primeiro trimestre de 2021.

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“Achar que essa funcionalidade pode chegar neste ano seria acreditar em um sonho muito inatingível. Já não dá mais tempo. Temos feito reuniões semanais com o Banco Central e estamos muito mais perto de lançar essa funcionalidade”, afirmou o executivo em entrevista com jornalistas.

O pagamento pelo WhastsApp foi anunciado pelo aplicativo de mensagens em meados de junho deste ano. Dez dias depois, no entanto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o BC (Banco Central) decidiram suspender o acordo que permitiria pagamentos e transferência de valores diretamente no WhatsApp.

A Mastercard e outras instituições, como Visa, Banco do Brasil, Nubank, Sicredi e Cielo estavam entre os parceiros iniciais do novo sistema.

Segundo Paro Neto, além das apostas no lançamento dos pagamentos no WhatsApp para o primeiro trimestre de 2021, a companhia também prepara estratégias em relação ao open banking – cujo prazo de implementação foi recentemente adiado pelo BC para o ano que vem, conforme antecipado pela Folha.

“Quanto mais [o open banking] demorar para começar, mais tempo demoraremos para entregar soluções. Mas não vejo grandes impactos financeiros em um primeiro momento. A expectativa é positiva diante da maior transparência e acesso aos dados”, afirmou. 

Em relação ao Pix o presidente da Mastercard afirmou que não enxerga ameaça do sistema de pagamentos instantâneos do BC para o mercado de cartões.

“Em nenhum lugar do mundo o Pix destruiu o mercado de cartões. Não acredito em nada que destrua, tudo se complementa. Além disso, nossas experiências não são iguais às do Pix, o ticket médio e os volumes de transações são diferentes. O sistema vem para fazer parte do portfólio e ser mais uma opção”, afirmou Paro Neto.

Segundo o executivo, instituições em mais de 40 países no mundo já aderiram com sucesso ao modelo de pagamentos instantâneos, mas ainda é cedo para apresentar conclusões ou previsões sobre o desempenho do sistema no Brasil. O Pix foi lançado pelo BC em 16 de novembro.

Sobre uma possível abertura de capital da concorrente Elo –discussão ainda em aberto entre os acionistas, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal– o presidente da Mastercard não descarta o interesse da companhia.

“Quando [o IPO] acontecer, vamos olhar para todas as oportunidades que se referem ao nosso negócio. Percebemos que é necessário fazer uma agregação de valor nos esquemas locais para que possam dar um salto para um mundo mais digital", disse Paro Neto. "Sempre vamos avaliar e queremos participar de maneira ativa, para que possamos ter algum espaço nas novas oportunidades.”

O executivo também afirmou nesta terça-feira que a expectativa de crescimento para o mercado de cartões neste ano é de 11% a 12%. Para o ano que vem, a estimativa é de alta entre 16% a 18%.

O número já considera a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) –de 3,50%, segundo o último relatório Focus, do BC – e o fim do auxílio emergencial do governo para conter os impactos da pandemia na economia.

Fonte: Folha Online - 08/12/2020

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