Com o preço das carnes nas alturas durante a pandemia, brasileiros mudam seus hábitos
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Com o preço das carnes nas alturas durante a pandemia, brasileiros mudam seus hábitos

Publicado em 29/03/2021

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Mesmo com o expressivo aumento do preço da carne suína, a proteína é ainda mais procurada por estar mais em conta que o corte do boi

Durante a pandemia, apesar das restrições e mortes, brasileiros foram marcados pela inflação alta que segue pesando no bolso.

Com grande variação de preços, as proteínas não saíram do cardápio, mas as vendas mudaram, com destaque para a carne suína, mais barata, que está cada vez mais presente nas refeições dos brasileiros.   

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De acordo com os dados da Horus, empresa de inteligência de mercado que utiliza dados de notas fiscais, o consumo de carne suína aumentou 80% entre julho de 2020 e janeiro de 2021, justamente pelo preço baixo em relação a carne vermelha. Esse movimento, no entanto, provocou aumento importante no preço das carnes de porco, até proporcionalmente maior em relação as bovinas.

O aumento do poder de compra dos brasileiros mais pobres com o auxílio emergencial também afetou o resultado e a vida da população, com dinheiro entrando mesmo sem a possibilidade de trabalhar, realidade para muitos que estiveram ou estão isolados ou impossibilitados de atuar em suas áreas por conta do isolamento social, a compra de carnes aumentou, mesmo que o preço também tenha disparado.   Além da carne suína, frangos, bovinos e ovos também foram mais vendidos entre julho do ano passado e janeiro deste ano, segundo a Horus. As verduras, por outro lado, se fizeram menos presentes nos pratos pelo Brasil.  

Confira as variações de vendas de alguns produtos alimentícios  

Frango: +11,7%;
Carne suína: +80%;
Carne bovina: +28,57%;
Ovos: +2,32%;
Verduras: -14%; e
Legumes: -14,5%.  

Variações de preços podem surpreender, mas têm explicação
Frango: +9,95%;
Carne suína: +27,8%;
Carne bovina: +23,9%; e
Ovos: +3,9%.  

Fonte: O Dia Online - 27/03/2021

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