Subvenção ao diesel deve custar até R$ 4 bi para União e estados, afirma Ceron
Publicado em 02/04/2026 , por Folha Online
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse nesta quarta-feira (1°) que a subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o produto deve ter custo de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões na duração proposta de dois meses, acima dos R$ 3 bilhões previstos antes, ressaltando que a medida poderá ficar sem compensação orçamentária.
Em entrevista ao SBT News, Ceron afirmou que, com o plano de dividir o custo com estados, o impacto para a União deve ser de até R$ 2 bilhões, valor que poderá ser absorvido pelo Orçamento sem a adoção de nova medida arrecadatória.
De acordo com o secretário, mais de 80% dos estados já indicaram que vão aderir ao acordo, mas o governo segue trabalhando por uma unanimidade.
Segundo ele, a medida provisória que implementará a subvenção será editada pelo governo no "mais tardar" até a semana que vem.
O plano da Fazenda prevê que União e estados banquem integralmente o custo do ICMS sobre o diesel importado, de R$ 1,20 por litro. Na medida temporária, que seria válida até maio, estados custeariam R$ 0,60 desse tributo e a União, outros R$ 0,60.
Ceron ressaltou que o governo segue analisando novas possíveis medidas para mitigar o impacto da alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, citando gás de cozinha e querosene como pontos de atenção, mas sem adiantar quais poderiam ser as iniciativas.
"O governo federal está atento e atuando tempestivamente. Nós não vamos deixar ter um colapso ou uma crise aguda em nenhum dos setores que acabam sendo mais impactados", afirmou.
O ministério de Portos e Aeroportos informou na semana passada que enviou proposta à Fazenda para promover cortes temporários de tributos sobre insumos e operações de companhias aéreas como forma de minimizar impactos da alta no preço do petróleo. O Ministério de Minas e Energia, por sua vez, disse na terça-feira que estuda medidas, citando "entre os mercados mais sensíveis" o de GLP (gás liquefeito de petróleo).
Ceron também afirmou que a equipe econômica ainda está na fase de estudos sobre o tema do crédito e do endividamento das famílias, levando informações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu análise de medidas nessa área.
Em entrevista à GloboNews, também nesta quarta-feira, o secretário disse que alguns produtos de crédito com juros altos merecem atenção, mencionando que mecanismos que deem garantias adicionais podem ajudar em renegociações ou migrações de dívidas. Ele ponderou que não pode antecipar possíveis ações.
Fonte: Folha Online - 01/04/2026
Notícias relacionadas
- 18/05/2026 Como a poupança defensiva está enfraquecendo os gastos 'por vingança'
- 18/05/2026 'Economia dura' não convence, e Lula entra em modo campanha com foco no poder de compra
- 18/05/2026 STF julga nesta semana Lei Maria da Penha, aposentadoria especial e isenção de impostos
- 18/05/2026 Fim da taxa das blusinhas anima consumidores, mas alta do dólar vira novo desafio
- 15/05/2026 Procon-SP lança consulta virtual sobre a percepção dos consumidores sobre medicamentos
- 15/05/2026 Receita lança operação contra fraudes no setor de plásticos em mais de R$ 2 bi
- 15/05/2026 Ypê começa a reembolsar clientes que compraram lotes afetados; veja como
- 14/05/2026 Justiça alemã: Milka enganou consumidores ao reduzir barras
- 14/05/2026 KIT SEM INFORMAÇÃO? PROCON-SP FISCALIZA MAIS DE 600 LOJAS DE PRESENTES EM MAIO
- 14/05/2026 Casas Bahia reduz dívida em 68%, mas prejuízo vai a R$ 1 bi no 1° trimestre
Notícias
- 18/05/2026 Procon-SP promove palestra online gratuita sobre orientação financeira durante a Semana ENEF
- Endividamento compromete estudo e saúde mental de universitários, aponta pesquisa inédita
- Governo alerta para golpe que usa site falso do Desenrola 2.0 para cobrar 'taxas'
- Fim da taxa das blusinhas anima consumidores, mas alta do dólar vira novo desafio
- Itaú e Bradesco colocam mais de 360 imóveis em leilões; veja como participar
- STF julga nesta semana Lei Maria da Penha, aposentadoria especial e isenção de impostos
- 'Economia dura' não convence, e Lula entra em modo campanha com foco no poder de compra
- CBIC: Fim da escala 6×1 traz custo ao consumidor e risco à produtividade
- Como a poupança defensiva está enfraquecendo os gastos 'por vingança'
- Entenda as novas punições em voos para viajantes indisciplinados
- Bolsa Família começa a pagar mais de 19 milhões de beneficiários nesta segunda; veja calendário
- Fiesp vai à Justiça para barrar megaleilão de energia e pede novo certame
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
