Desenrola 2.0 amplia limites, carência e prazos para micro e pequenas empresas
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Desenrola 2.0 amplia limites, carência e prazos para micro e pequenas empresas

Publicado em 05/05/2026 , por G1

Novas condições de crédito para empresas estão no 'Novo Desenrola Brasil', programa do governo de renegociação de dívidas de trabalhadores.

Lançamento do novo Desenrola Brasil

O governo propôs nesta segunda-feira (4), por meio do "Novo Desenrola" — também chamado de "Desenrola 2.0"— programa de renegociação de dívidas, novas regras para linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas, que contam com juros subsidiados.

Para as microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, o Procred, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:

  • A carência irá de máximos 12 para 24 meses. É mais fôlego ao microempreendedor que precisou de crédito;
  • O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa do microempreendedor;
  • A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias;
  • Aumento do valor total do crédito de 30% do faturamento (com teto de R$ 150 mil) para 50% (com novo teto em R$ 180 mil);
  • Para empresas lideradas por mulheres, o limite sobe de 50% do faturamento para 60% (com novo teto em R$ 180 mil).

Já para as micro e pequenas empresas com faturamento anual até R$ 4,8 milhões por ano, o Pronampe, linha que pode ser buscada nos bancos, terá essas mudanças:

  • A carência sairá de até 12 meses para até 24 meses, dando fôlego ao quem precisou de crédito;
  • O prazo máximo da operação subirá de 72 para 96 meses, diluindo o peso do pagamento da dívida no caixa da empresa;
  • A tolerância no atraso para concessão de novos créditos subirá de 14 dias para 90 dias;
  • Aumento do valor total do crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil.

Linhas gerais da nova fase

O Desenrola 2.0 é um programa do governo federal criado para ampliar a renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes e micro e pequenas empresas, com foco na redução da inadimplência e na recuperação financeira desses grupos.

A nova fase do programa prevê descontos expressivos em contratos do Fies, com potencial de abatimento de dezenas de bilhões de reais, além de condições mais favoráveis para micro e pequenas empresas, como aumento dos limites de renegociação, prazos mais longos e períodos de carência ampliados.

O programa também autoriza o uso de parte do saldo do FGTS para a quitação de dívidas, seguindo regras específicas, e prevê a utilização de recursos classificados como valores esquecidos para ajudar a custear as renegociações, com reserva de uma parcela para eventuais pedidos de resgate.

Segundo o governo, a iniciativa busca aliviar o orçamento de famílias e empreendedores endividados, facilitar a regularização de débitos em atraso e permitir a retomada do acesso ao crédito em condições mais sustentáveis.

Fonte: G1 - 04/05/2026

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