Prévia da inflação de agosto é de -0,40%, informa IBGE
Publicado em 27/08/2026 , por Gov.br
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Quedas nos preços do tomate, batata-inglesa, cenoura e café moído, além de recuos da energia elétrica, passagem aérea e combustíveis, contribuíram para o resultado. Índice é 0,46 ponto percentual abaixo da taxa registrada em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de -0,40%, ficando 0,46 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em julho (0,06%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.
O resultado de agosto foi influenciado principalmente pelas quedas nos grupos Habitação (-1,41% e -0,22 p.p.), Transportes (-1,00% e -0,20 p.p.) e Alimentação e bebidas (-0,57% e -0,12 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,20% de Vestuário e o 0,66% de Despesas pessoais.
A queda registrada no grupo Habitação (-1,41%) veio da contribuição de -0,26 p.p. da energia elétrica residencial, principal impacto negativo no índice geral, que recuou 6,25%, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Ressalta-se que, em agosto, continua em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Além disso, registra-se a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 19,55% em Curitiba (-4,83%), com vigência desde 24 de junho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (-8,93%), desde 19 de junho; e 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (-3,88%), vigente desde 04 de julho.
Na taxa de água e esgoto (0,34%), foram contemplados os reajustes de 5,77% em Porto Alegre (1,34%), vigente desde 1º de julho, e de 3,55% em Salvador (3,07%), vigente desde 20 de julho. O gás encanado (0,81%) considera o reajuste de 10,21% nas tarifas em Curitiba (4,76%) e o reajuste médio de 1,80% no Rio de Janeiro (0,81%), ambos com vigência desde 1º de agosto.
O grupo Transportes saiu de 0,11% em julho para -1,00% em agosto, com os recuos da passagem aérea (-13,30%) e dos combustíveis (-1,43%). Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%), enquanto o gás veicular aumentou 1,42%. No subitem táxi (0,20%), houve reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,96%), a partir de 08 de agosto.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,57% em agosto, com a redução de 0,97% na alimentação no domicílio, destacando-se as quedas do tomate (-27,38%), da batata-inglesa (-25,14%), da cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. O lanche (0,75%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,30%), enquanto a refeição desacelerou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto.
No grupo Despesas pessoais (0,66%), o resultado foi influenciado principalmente pelo reajuste no preço do cigarro (5,56%), a partir de 1° de agosto.
O grupo Educação variou 0,46% em agosto, com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,52%), principalmente por conta dos subitens ensino fundamental (0,58%) e ensino superior (0,49%). A alta dos cursos diversos (0,36%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (0,92%).
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,47%) e o plano de saúde, cuja variação de 0,42% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
Quanto aos índices regionais, as onze áreas pesquisadas tiveram variações negativas em agosto. A menor variação foi registrada em Curitiba (-0,82%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica residencial (-4,83%). Em São Paulo (-0,06%), o resultado foi influenciado pelas altas do leite longa vida (4,66%) e do conserto de automóvel (2,97%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de julho a 14 de agosto de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 17 de junho a 15 de julho de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
Fonte: www,gov.br - 26/08/2026
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