Dólar mais baixo e férias escolares impulsionam gastos de brasileiros no exterior a US$ 2,45 bilhões em julho, recorde em mais de 30 anos
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Dólar mais baixo e férias escolares impulsionam gastos de brasileiros no exterior a US$ 2,45 bilhões em julho, recorde em mais de 30 anos

Publicado em 28/08/2026 , por G1

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Já o déficit das contas externas apresentou recuo de 9,6% até julho, enquanto o investimento estrangeiro direto na economia brasileira teve crescimento. Os dados são do Banco Central.

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (27).

  • Trata-se do maior valor já registrado desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995.
  • O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2014 (US$ 2,41 bilhões).
  • Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira.
  • Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.
  • No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 15,1 bilhões — valor que também representa recorde histórico para o período.

Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 9,6% nos sete primeiros meses deste ano.

O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período.

Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 35,97 bilhões de janeiro a julho deste ano, em comparação com um rombo de US$ 39,78 bilhões no mesmo período do ano passado.

O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por:

  • balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países;
  • serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e
  • rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.

O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia.

Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir.

Somente em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 8,11 bilhões, contra US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Investimentos diretos sobem

O BC também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira registraram aumento nos sete primeiros meses de 2026.

Os estrangeiros trouxeram US$ 54,44 bilhões em investimentos entre janeiro e julho de 2026, contra US$ 43,74 bilhões no mesmo período do ano passado.

Com isso, os investimentos foram suficientes para financiar o déficit em transações correntes registrado de janeiro a julho meses deste ano.

Somente em julho, os investimentos estrangeiros diretos no país totalizaram US$ 7,46 bilhões, contra US$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2025.

Fonte: G1 - 27/08/2026

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