'Prévia do PIB' do Banco Central tem retração de 0,2% em julho
Publicado em 17/09/2026 , por G1
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Números mostram que agropecuária puxou queda da atividade em julho. Na parcial do ano e em doze meses até julho, indicador avançou 1,5%.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (16), mostrou recuo de 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior.
O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes.
- O resultado representa melhora em relação a junho, quando houve contração de 0,9% no indicador.
- Esse foi o segundo mês de queda do indicador, segundo o Banco Central.
Veja abaixo o desempenho setor por setor em julho:
- agropecuária: recuou de 1,2%;
- indústria: queda de 0,4%;
- serviços: estabilidade.
Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Na parcial do ano, o indicador avançou 1,5% e, em 12 meses até julho, teve aumento também de 1,5%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.
Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.
PIB desacelera, mas cresce 0,5% no 2º trimestre, puxado pela agropecuária, diz IBGE
Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.
A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população.
A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.
▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada em agosto, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo.
Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 1,89% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado.
Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.
Fonte: G1 - 16/09/2026
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