Copom reduz taxa de juros de 14,75% para 14,50% ao ano
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Copom reduz taxa de juros de 14,75% para 14,50% ao ano

Publicado em 30/04/2026 , por Jovem Pan

Índice é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle

Índice é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa de juros, para 14,5% ao ano nesta quarta-feira (29), uma queda de 0,25 ponto percentual em relação ao patamar anterior de 14,75%.

​Com o ambiente externo ainda incerto em função da não definição de quando os conflitos geopolíticos no Oriente Médio terão um fim, há reflexos nas condições financeiras globais.

“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o Copom.

O comitê que votou pela redução da taxa disse ainda que, em razão da incerteza, reafirmam a “serenidade e cautela na condução política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”.

A expectativa antes do começo da guerra no Irã, iniciada no dia 29 de fevereiro, era de que essa redução de 0,5 ponto já tivesse acontecido ainda em março. Na ata da reunião de janeiro, o próprio Copom confirmou que pretendia começar a cortar a Selic em março. No entanto, o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã colocou em dúvida o tamanho do corte, com algumas instituições financeiras chegando a apostar no adiamento da redução dos juros, que aconteceu agora em abril.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Desse modo, taxas de juros mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, afrouxando o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Jovem Pan - 29/04/2026

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