Mordida de cachorro gera conta de R$ 84 mil nos EUA e expõe risco de viajar sem seguro
Publicado em 27/08/2026 , por R7
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Crescimento de intercâmbios, viagens de formatura e competições esportivas reforça a importância do planejamento diante de custos médicos
Os Estados Unidos continuam entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros. Orlando, principal polo turístico do país por sediar a Disney, recebeu 736,3 mil brasileiros no último ano. Com o número, o Brasil manteve a posição de terceiro maior mercado internacional para o destino, ficando atrás apenas de Canadá e Reino Unido, segundo a Visit Orlando.
Contudo, cada vez mais, as viagens de brasileiros para o país norte-americano não têm se limitado às tradicionais visitas a parques temáticos em família. Um novo perfil vem ganhando força: jovens e adolescentes que buscam experiências variadas.
Embora não haja números oficiais, operadoras de turismo, empresas de intercâmbio e seguradoras têm relatado um crescimento desse público em programas acadêmicos de curta duração, competições esportivas, viagens de formatura e grupos organizados. A tendência amplia o calendário de viagens, antes concentrado nas férias escolares, e transforma os EUA em destino também de formação cultural e educacional ao longo de todo o ano.
Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, afirma que essa mudança no perfil das viagens também tem sido percebida pelo mercado de seguros. Segundo ele, à medida que aumentam as viagens de jovens para diferentes tipos de experiências nos Estados Unidos, cresce também a preocupação das famílias com o planejamento e a proteção diante de eventuais imprevistos.
“São viagens planejadas com meses de antecedência e que frequentemente representam um investimento elevado em passagens, hospedagem, alimentação e outras despesas. Por isso, as famílias estão cada vez mais conscientes de que não faz sentido deixar a proteção de lado ou contar com improvisos caso ocorra algum problema durante a viagem”, afirma.
O seguro viagem não é obrigatório para a entrada de brasileiros nos Estados Unidos, mas é considerado uma proteção importante. Fazem parte da cobertura eventuais despesas médicas e hospitalares, assistência 24 horas, traslado médico, repatriação, cobertura para extravio de bagagem e proteção em casos de cancelamento ou interrupção da viagem.
Entre os principais riscos está a necessidade de atendimento médico de emergência, que pode comprometer não apenas a viagem, mas também o orçamento de toda a família. “O sistema de saúde nos Estados Unidos está entre os mais caros do mundo, e ocorrências aparentemente simples podem gerar contas elevadas”, afirma Hugo Reichenbach.
Uma queda, uma intoxicação alimentar, uma crise alérgica, uma fratura ou um quadro de desidratação podem resultar em despesas superiores ao valor do próprio pacote turístico. Dados do Department of Health and Human Services indicam que um atendimento em pronto-socorro pode custar entre US$ 1,5 mil e US$ 3,5 mil, enquanto uma tomografia varia de US$ 1,2 mil a US$ 3 mil (R$ 18 mil). Em casos mais complexos, uma cirurgia de apendicite pode alcançar US$ 50 mil, e o tratamento de uma fratura custa, em média, entre US$ 4 mil e US$ 8 mil (R$ 24 mil e R$ 46 mil, respectivamente).
Um episódio recente ilustra esse cenário. Em maio deste ano, a influenciadora brasileira Débora Rocha relatou ter sido mordida por um cachorro durante uma viagem a Orlando e precisado de atendimento de urgência. A conta hospitalar estimada chegou a US$ 17 mil, cerca de R$ 84 mil.
Segundo Débora, a cobrança incluía vacinas avaliadas em aproximadamente US$ 2,5 mil cada, aplicação de imunoglobulina estimada em US$ 4 mil e uma taxa hospitalar próxima de US$ 5 mil, referente ao atendimento inicial no pronto-socorro. O valor, entretanto, foi coberto pelo seguro viagem contratado, que previa até US$ 175 mil para despesas médicas.
“À medida que os roteiros de adolescentes se tornam mais diversificados, cresce também a importância de incluir a proteção financeira no planejamento, e não apenas os custos da experiência em si”, diz o executivo da Real Seguro Viagem.
Ele destaca, ainda, alguns cuidados simples que podem evitar transtornos. O primeiro é contratar um seguro com cobertura compatível com o perfil do viajante e das atividades previstas. “É recomendável verificar se a apólice contempla atividades como prática de esportes, intercâmbios e excursões.”
Outro cuidado é manter o telefone da central de atendimento e o número da apólice sempre acessíveis, tanto no celular quanto em versão impressa. “Muitos viajantes contratam o seguro, mas, diante de uma emergência, não sabem como acionar a assistência e acabam arcando com as despesas do próprio bolso. Esse simples gesto pode evitar que um contratempo se transforme em um problema financeiro ou comprometa toda a experiência da viagem”, conclui.
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Fonte: R7 - 27/08/2026
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